Eu, que sou jornalista de formação, sei bem o quanto é difícil ter espaço na mídia nos dias de hoje. Tem tanta gente talentosa, tanta notícia interessante, que a disputa fica realmente acirrada. Pois não é que a sensacional Joana D’Arc Azevedo, que assina a coluna Estilo Único no portal Batelli, de Natal/RN, um dos mais legais do Estado.
Além de tudo, diferente de muitas matérias que já vi ser destorcidas por aí, a Jo foi super fiel à nossa conversa, conseguindo apresentar de maneira clara e simples o que meu trabalho representa, as opiniões que eu passei a ela em nossa entrevista. Você confere o texto na íntegra clicando aqui.
Em primeira mão, falou sobre meu novo serviço fotográfico vip, o ensaio boudoir. E escolheu fotos sensacionais. Ponto pra nós!
O assunto sustentabilidade, cuidar do nosso planeta, pensar na vida humana amanhã com base no hoje é, no mínimo, controverso. Infelizmente, os que realmente se importam são uma minoria. Daí você grita, ah, eu sou um entusiasta, eu apoio, eu isso, eu aquilo. Bom, pode até ser, mas será que você faz tudo aquilo que prega?
É verdade que as grandes mudanças, principalmente no que diz respeito a assuntos como esse, tão cheios de implicações e detalhes, precisa do comprometimento do Estado, das empresas, de todos e mais alguns. E a grandeza do tópico nos faz, muitas vezes, sentir pequenos e com poder de atuação restrito quando paramos para pensar.
A boa notícia é que o brasileiro parece ser um povo engajado, quando é bem informado e possui informações suficientes para se posicionar a respeito. O que me deixa triste é que, em grande parte deste grupo, muito se fala e pouco se faz. Surpresa foi abrir uma revista de circulação geral e ver um anúncio que dizia exatamente o que eu queria que todo mundo lesse e pudesse influenciar o mundo: “a primeira coisa que você pode fazer para salvar o planeta: fazer alguma coisa.”
Sensacional. Melhor nem dizer nada e colocar aqui os exemplos práticos, com as fontes, confirme o que li. E esperar – no sentido de sentir esperança – as pessoas que cheguem até o blog ou à mensagem, se inspirem e coloque a mão na massa. Pode parecer muito repetitivo e chato, mas, pense bem, quantas dessas coisas você efetivamente faz?
Feche a torneira ao escovar os dentes e economize 34,5 litros de água por dia. Fonte | Sabesp.
Compre menos comida. 1/3 de tudo o que você compra vai para o lixo. Fonte | Instituto Akatu.
Não jogue óleo de comida na pia. 1 litro de óleo polui mais de 25 mil litros de água. Fonte | Sabesp.
Apertando a descarga uma vez a menos por dia, você economiza até 14 litros de água. Fonte| Sabesp.
Reduza o tempo no chuveiro: 5 minutos a menos já economizam 45 litros a cada banho tomado. Fonte | Sabesp.
Lave o carro uma vez por mês e economize 520 litros de água. Fonte | Sabesp.
Apague a luz. Energia desperdiçada gera um gasto de R$ 3,3 bilhões por ano no Brasil. Fonte | WWR.
Trabalhe em casa. Economize de 16 a 23 kilowatts/hora de eletricidade e 5,2 litros de gasolina por dia. Fonte | CEA.
Use a bicicleta uma vez por semana. Se 20 pessoas em cada Estado fizerem isso, serão 104 toneladas de CO2 a menos no ar por ano. Fonte | Instituto Akatu.
E, vamos combinar aqui, gente… Bike é tudo de bom!
É difícil descrever a alegria que se sente quando um ser – seja ele humano, canino, gatuno ou qualquer outro que se possa imaginar – volta para casa depois de um susto no meio da madrugada. Uma bênção, com toda a certeza. No meu caso particular, meus dogs são como minha família, cuidados com o mesmo amor incondicional que recebo todos os dias de cada um deles. Não me importo com o que pensam aqueles [pobres coitados] seres humanos que duvidam dessa relação de carinho especial que nos oferecem os peludos. Os únicos a perder são eles mesmos, os humanos, claro.
Em homenagem a minha pequenina do meio, a Xexê [gente, o nome dela é Xena, mas não fui eu quem escolheu... tadinha, de guerreira não tem nada!], queria dividir aqui no blog uma listinha de atitudes baseada na sabedoria destes animais iluminados. Inspire-se e torne-se uma pessoa muito melhor!
- Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio;
- Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer;
- Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-lo/la;
- Quando houver necessidade, pratique a obediência;
- Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território;
- Sempre que puder, tire uma soneca e se espreguice antes de levantar;
- Corra, pule e brinque diariamente;
- Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito;
- Seja sempre leal;
- Nunca pretenda ser algo que você não é;
- Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar;
- Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo/la;
- Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo/la;
- Evite morder quando apenas um rosnado resolve;
- Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama;
- Quando estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo;
- Alegre-se com o simples prazer da caminhada;
- Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado… corra imediatamente de volta para seus amigos.
Bj pra todos!!!
O amor faz parte de minha vida. Sempre foi assim, motor que me move para frente, em direção aos meus sonhos. É um sentimento para se admirar, seguir, enfrentar a tudo e a todos. É o que nos faz vivos.
Alguns podem tentar fugir, mas o amor, ah… não há como escapar! Um dia, quando menos se espera, quando se pensa que o caminho chegou ao fim, lá vem ele, faceiro, moleque, nos atirar ladeira abaixo sem freios.
Esse amor que todos precisamos, embora seja comum negar e gritar aos quatro ventos que podemos viver sem. Ele chega e nos faz sentir como nunca antes. Nos desperta para o hoje, o agora.
Se estou apaixonada? Sim. Totalmente entregue a tudo que me faz feliz, a tudo o que faz quem amo feliz – o riso me impulsiona e abençoa o meu caminho. E o amor é, para mim, a melhor razão para sorrir.
Não há como negar que o cinema, com sua tela enorme e hipnotizante, é um dos aliados que nos ajuda a entender o outro e, consequentemente, o amor. Finais felizes [ou não...] nos ensinam a lidar com nossos corações rebeldes, desobedientes e destemidos. Porque quando o amor bate à porta, não há como fingir que não se está ali.
Apaixonada que sou, não poderia deixar de amar o cinema, seus criadores e criaturas.
O resultado disso é que sempre que vejo filmes que me emocionaram de alguma maneira, divido minha opinião aqui no blog, para que mais pessoas possam assisti-los e se deixar levar pela magia desse mundo que ilustra – tão bem e de tantas maneiras – nossas vidas.
Como no delicado e emocionante A single man, primeiro filme de Tom Ford [sim, o estilista talentoso, lindo e de estrondoso sucesso]. Uma visão doce e sensível do difícil mundo dos homossexuais, neste caso os homens, que podem – como já havia mostrado o belo Brokeback Mountain – viver histórias de amor tão [ou mais] sublimes que qualquer outro casal. Dramático na medida certa, o filme traz o sensacional Colin Flirth no papel principal, abandonando um pouco os papéis em comédias românticas que o revelaram [O diário de Bridget Jones, por exemplo], esse ator britânico mostra a que veio e – merecidamente – foi indicado ao Oscar de melhor ator – que acabou indo para o veterano Jeff Bridges.
Há também a participação especialíssima da bela Julianne Moore, com seus eternos cabelos cor de fogo e um talento que parece pular da tela, fazendo a melhor amiga do protagonista. Talvez até mais do que isso, porém deixo esse tipo de observação para quem pretende conferir tudo pessoalmente. Um filme verdadeiro, sincero, mas que não se endurece por falar do amor de dois homens. Ao contrário: se transforma em uma das experiências mais doces e sensíveis que já se viu sobre o tema depois do também sensacional Brokeback Mountain.
Na outra ponta, as comédias românticas… Umas mais tolinhas, outras inteligentes – como Quatro casamentos e um funeral, de refinado humor britânico…, todas boas oportunidades para sorrir e ver que a vida é bela quando se está aberto para o imprevisível – que acompanha o amor muito de perto. É assim o delicioso The back up plan, com Jennifer Lopez e o [meu deus, o que é aquilo???????? Depois dele e do Hugh Jackman... Acho que vou passar férias na Austrália... rsrsrs. Just kidding!] apaixonante Alex O’Loghlin – ator que faz par com a bela na tela. Pra completar, tem até um dog mega fofo, buldogue francês que anda em “cadeira de rodas”, que é tudo de bom. Perfeito.
A história é – surpreendentemente – original. Poderia ser a minha história, por exemplo, ou a sua. Uma mulher bem sucedida, que quer uma família, mas não encontra a pessoa certa para isso e resolve fazer uma inseminação artificial para ser mãe solteira. Sim, já pensei nisso – mas podemos discutir o assunto com mais calma em um outro post. A surpresa vem quando, depois de praticamente acabar de se descobrir grávida, a personagem principal conhece aquela que pode vir a ser a pessoa com quem sempre sonhou [aliás, parênteses aqui para registrar que, se existe um cara assim em algum lugar do universo, estou precisando MUITO falar com ele... o que é aquele homem? Lindo na medida, romântico, divertido, inteligente, DECIDIDOOO - porque não tem nada mais brochante do que homem que não sabe o que quer... #prontofalei]. Mais do que tudo, um homem que a faz sentir amada de maneira especial. A opção ideal para ver depois do filme de Tom Ford.
Os dois filmes juntos podem ser o que faltava para se compreender o quanto o amor é importante, surpreendente, essencial na vida de todos. Não importa o que digam, não importa o que você diga pra si mesmo. Ele vai chegar, vai virar seu mundo de ponta-cabeça, vai acelerar o seu coração, fazer lágrimas rolarem de tristeza e de alegria. Sorte sua, sorte minha, sorte nossa.
Ontem foi isso que aconteceu comigo. E que, espero, aconteça com você também.
É como um rito pessoal. Sempre que a noite cai, e estou em algum lugar de onde se pode observar o céu [situação cada dia menos comum em São Paulo, infelizmente], miro a luz das estrelas e fico a contemplar essa imensidão brilhante que nos cerca. Uma das visões mais belas e fortes que tive em minha vida foi durante um luau em uma das praias de Trancoso, no sul da Bahia, quando me senti abençoada ao olhar uma bolha de estrelas que parecia me proteger de tudo e de todos – me dando força para acreditar em um futuro que, nem eu mesma sabia, seria infinitamente melhor. Assim como aquele horizonte sem fim de estrelas.
Sempre tive, desde muito pequena, a certeza de que a vida é muito menos matemática e organizada do que gostaríamos que ela fosse. A única exceção estava nas estrelas. Aqueles pequeninos pontos que apareciam no céu para iluminar minhas noites junto com a Lua – meu outro caso de amor metafórico – eram importantes e eu podia sentir a energia boa que entrava por portas, janelas e frestas.
Apaixonada pela influência dos planetas na vida das pessoas, a astrologia é parte de minha história desde que me lembro. Não aquela que se lê nos jornais, com raríssimas exceções que em alguns casos – como o da ótima Barbara Abramo da Folha de S.Paulo – pode ser fonte de aconselhamento geral vez ou outra. A astrologia que me conquistou é a bela matemática dos planetas no exato momento em que chegamos neste mundo simples, mas que teimamos em complicar com explicações que não fazem sentido.
Ontem foi um dia mágico para mim. Dia de conhecer pessoalmente Maura Lanari – astróloga até o último fio de cabelo, profissional séria e um ser especial que traz ao nosso mundo a luz das estrelas. Dia de me conhecer mais um tantinho, de entender meus muros a ser saltados sem muitos arranhões e minhas pontes para atravessar sem medo.
Maura é pura energia positiva e contagia todos e tudo que está a sua volta. É sincera, clara e quer que cada um cresça além de seus limites, de seus potenciais, de sua energia. Nunca ouvi tantas verdades, de maneira tão prática, no tempo de cerca de duas horas – que parecem passar tão rápido quanto um filme bom. Foram momentos de aprendizado que não têm preço, palavras, desenhos, dicas, arrepios – com o fofíssimo Sheik deitado aos nossos pés… Uma experiência única que recomendo, de coração, a cada um que possa a ela recorrer.
Fica o agradecimento a um anjinho de olhos vivos e brilhantes que entrou em minha vida há tão pouco tempo e já me a ajuda a transformá-la em uma experiência melhor. Obrigada, Camy querida. Que as estrelas que nos acompanham e nas quais depositamos nossa fé sigam nos mostrando o caminho nas noites escuras. E que a gente possa estar sempre por perto para dar as mãos quando a tempestade, por alguns momentos, nos faça pensar que o mundo acabou somente porque o céu está nublado.
Pra terminar, Martha Medeiros, do sensacional livro Doidas e Santas.
Para que lado cai a bolinha
O filme começa com a câmera parada no centro de uma quadra de tênis, bem na altura da rede. Vemos então uma bolinha cruzar a tela em câmera lenta. Depois ela cruza de volta, e cruza de novo, mostrando que o jogo está em andamento. De repente, a bolinha bate na rede e levanta no ar. A imagem congela. O locutor diz que tudo na vida é uma questão de sorte. Você pode ganhar ou perder. Depende do lado que vai cair a bolinha.
É o início de Match Point, filme de Woody Allen, que concorre ao Oscar de roteiro original. É uma versão mais sofisticada, mais sensual e mais trágica de um outro filme do cineasta, na minha opinião um de seus melhores: Crimes e pecados, de 1989. Em ambos, a eterna disputa entre a estabilidade e a aventura, entre render-se à moral ou desafiá-la, o certo e o errado flertando um com o outro e gerando culpa. Onde, afinal, está a felicidade?
Certa vez li (não lembro a fonte) que felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas. De todas as definições, esta é a que chegou mais perto do que acredito. Dá o devido crédito às circunstâncias e também aos nossos movimentos. Cinquenta por cento pra cada. Um negócio limpo.
Em Crimes e pecados, Woody Allen inclinava-se para o pragmatismo. Dizia textualmente: somos a soma das nossas decisões. Tudo envolve o nosso lado racional, até mesmo as escolhas afetivas. Casamentos acontecem por vários motivos, entre eles por serem um ótimo arranjo social – e nem por isso desonesto. E até mesmo a paixão pode ser intencional. No filme, um certo filósofo diz que nos apaixonamos para corrigir o nosso passado. É uma ideia que pode não passar pela nossa cabeça quando vemos alguém e o coração dispara, mas, secretamente, a intenção já existe: você está em busca de uma nova chance de acertar, de se reafirmar. Seu coração apenas dá o alerta quando você encontra a pessoa com quem colocar o plano em prática.
Em Match Point, Woody Allen passa a defender o outro lado da rede: a sorte como o definidor do rumo da nossa vida. O acaso como nosso aliado. Se a felicidade depende de nossas escolhas, é da sorte a última palavra. Você pode escolher livremente virar à direita, e não à esquerda, mas é a sorte que determinará quem vai cruzar com você pela calçada, se um assaltante ou o Chico Buarque. É a bolinha caindo para um lado, ou para o outro.
Tanto em Crimes e pecados como nesse excelente e impecável Match Point, fica claro o que todos deveríamos aceitar: nosso controle é parcial. Há quem diga até que não temos controle de nada. Não existe satisfação garantida e tampouco frustração garantida, estamos sempre na mira do imprevisível. Treinamos, jogamos bem, jogamos mal, escolhemos bons parceiros, torcemos para que não chova, seguimos as regras, às vezes não, brilhamos, decepcionamos, mas será sempre da sorte o ponto final.
A vida é maior que o controle…
Au revoair!
Eu acredito na corrente do bem. Sei que o filme não termina da melhor maneira – prefiro ficar com a mensagem positiva que se tira dele: que cada um de nós pode, de forma efetiva, transformar o mundo em que vivemos em um lugar melhor para todos. Fico feliz ao saber de iniciativas como a da florista Helena Lunardelli e sua sócia Suzana Galvão, responsáveis por belíssimos arranjos que enfeitam alguns dos eventos mais sofisticados que acontecem no Brasil.
Flores, infelizmente, não ficam vivas e viçosas para sempre. Depois de finalizadas as festas, o destino de centenas de arranjos normalmente é o lixo. Um disperdício nos muitos sentidos da palavra.
Por iniciativa da empresária, a história começou a mudar há alguns meses com a reciclagem das plantas usadas em seus arranjos. No dia seguinte aos eventos, flores como tulipas, rosas, gérberas e outras, se transformam em bonitos bouquets que são enviados a cinco asilos da cidade de São Paulo – com projeto de aumentar esse número para vinte, com a ajuda de decoradores famosos e amigos que devem doar o que for descartado de seus eventos também.
Para se ter uma ideia, um grande casamento pode render até 300 arranjos que agora alegram o cotidiano de pessoas que, mais do que tudo, precisam do belo e do amor em suas vidas. Um show!
Ontem pela primeira vez estive na São Paulo Fashion Week, por total “culpa” da bonita Roberta Bozian, uma das fiéis escudeiras da genial Joyce Pascowitch (que admiro desde os tempos de Folha de S.Paulo, com seus furos que fizeram história). O espaço Glamurama era clean, aconchegante, chique na medida certa para receber as centenas de talentos que passaram por ali nos seis dias do maior evento de moda do Brasil – palmas para Paulo Borges, empreendedor que saiu atrás do seu sonho e o transformou em uma realidade de dar inveja internacional.
Amei tudo. A energia boa das cores, que parecia se infiltrar pelo ambiente. O clima fashion acelerado, cheio de gente bonita. O desfile de André Lima, com looks ainda mais hipnotizantes quando vistos tão de perto (mesmo!).
Fotos podem ser vistas no meu álbum Fashion na página profissional do Facebook (meu site oficial está sendo modificado!) Monica March Photo Art & Design.
E a foto no lounge Glamurama ficou bem legal. Eu e minha nova bolsa Arezzo!
Continuem torcendo por mim. Podem ter certeza de que essa onda de energia tem sido um dos principais propulsores de tudo de bom que estu recebendo. Obrigada, de coração!
¡Bueno, soy una apasionada por la lengua española. A lo mejor, que me disculpen mis pátrios, un poco más aún que el portugués. Así que cuando he visto unas líneas de la poesía de Gabriela Mistral en el comentário de @Joao Lima en el Facebook me fue yo buscar al texto todo. Y, para felicidad de todos (o así lo creo yo…), encontré esas palabras sensacionales…
Hay besos que pronuncian por sí solos
la sentencia de amor condenatoria,
hay besos que se dan con la mirada
hay besos que se dan con la memoria.Hay besos silenciosos, besos nobles
hay besos enigmáticos, sinceros
hay besos que se dan sólo las almas
hay besos por prohibidos, verdaderos.Hay besos que calcinan y que hieren,
hay besos que arrebatan los sentidos,
hay besos misteriosos que han dejado
mil sueños errantes y perdidos.Hay besos problemáticos que encierran
una clave que nadie ha descifrado,
hay besos que engendran la tragedia
cuantas rosas en broche han deshojado.Hay besos perfumados, besos tibios
que palpitan en íntimos anhelos,
hay besos que en los labios dejan huellas
como un campo de sol entre dos hielos.Hay besos que parecen azucenas
por sublimes, ingenuos y por puros,
hay besos traicioneros y cobardes,
hay besos maldecidos y perjuros.Judas besa a Jesús y deja impresa
en su rostro de Dios, la felonía,
mientras la Magdalena con sus besos
fortifica piadosa su agonía.Desde entonces en los besos palpita
el amor, la traición y los dolores,
en las bodas humanas se parecen
a la brisa que juega con las flores.Hay besos que producen desvaríos
de amorosa pasión ardiente y loca,
tú los conoces bien son besos míos
inventados por mí, para tu boca.Besos de llama que en rastro impreso
llevan los surcos de un amor vedado,
besos de tempestad, salvajes besos
que solo nuestros labios han probado.¿Te acuerdas del primero…? Indefinible;
cubrió tu faz de cárdenos sonrojos
y en los espasmos de emoción terrible,
llenaron sé de lágrimas tus ojos.¿Te acuerdas que una tarde en loco exceso
te vi celoso imaginando agravios,
te suspendí en mis brazos… vibró un beso,
y qué viste después…? Sangre en mis labios.Yo te enseñe a besar: los besos fríos
son de impasible corazón de roca,
yo te enseñé a besar con besos míos
inventados por mí, para tu boca.
Rifa-se um coração.
Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu “não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero”. Um idealista, um verdadeiro sonhador.
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: “O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer”.
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.”
[a sensacional, múltipla e única Clarice Lispector]
Meu último post citou o poder do sons e da meditação, o que gerou perguntas sobre de onde afinal eu havia tirado aquelas ideias e querendo saber um pouco mais.
Segundo o que li, terapeutas e médicos aceitam os bons – ou maus – resultados do que se ouve sobre a saúde e beleza [sim, meninas, ficamos mais bonitas também!]. Se você vive cercado de ruídos [a famosa poluição sonora], provavelmente deve passar noites em claro, momentos frequentes de estresse e, arghhhhhh, observar suas rugas se alastrando… Alguns especialistas aconselham a se ouvir e entoar mantras, que são sons ancestrais que harmonizam a energia dos seres e dos ambientes, e podem ser pronunciados em qualquer lugar – até mesmo no trânsito [eu já testei e dá certo, inclusive indico um CD sensacional da Deva Premal, cujo nome não me lembro mas tem o rosto dela na capa e a música LINDA Add Guray nameh].
Dois dos mantras mais disseminados e conhecidos são Om [que equilibra e acalma] e Shanti [da paz]. Algo repeti-los sem parada por alguns minutos as vibrações produzidas resgatam bons sentimentos e interrompem aquela fatal enxurrada de pensamentos que nos deixa até meio tontos – além de ampliar a nossa percepção das coisas. Como praticante de yoga, quase formada instrutora, posso falar que a conjunção destas duas práticas pode fazer milagres por nós, por dentro e, por consequência, também por fora.
A frase – sábia, em minha humilde opinião – que diz que “as palavras têm poder” nada mais é do mais uma das muitas comprovações. Pode destruir uma alma carente de afeto ou fazer surgir do nada uma barreira de autoconfiança indestrutível. Frases como “eu me amo”, “eu posso” e similares, mesmo que feitas em silêncio em um primeiro momento, já fazem efeito. Se você conspira a seu favor, o universo vai segui-lo, acredite.
A meditação também caminha junto com a yoga desde sempre. Faz parte de sua definição como filosofia de vida [muita gente tem a ideia - errada - de que yoga significa apenas ficar se equilibrando em poses estranhas, mas ela é muito mais que isso]. Os grandes yogues reforçam o poder das posturas – os ásanas, para quem preferir – com sessões de meditação que podem parecem intermináveis para alguns de nós…
As pesquisas mais recentes descobriram [e devem seguir nesse caminho] as múltiplas benesses de se meditar todos os dias, mesmo que por poucos minutos. O cérebro, por exemplo, que meditam há muito tempo apresentaram maior volume de massa cinzenta no córtex orbitofrontal, associado ao raciocínio – eles alcançam altos níveis de concentração e lidam melhor com os sentimentos. Meditar reduz o estresse – o que fortalece o sistema imunológico – e a ansiedade [aiiiii, a geladeira...], ajuda no transtorno de hiperatividade e déficit de atenção, combate a insônia.
Apenas 20 minutos de prática a cada três dias pode reduzir dores musculares, com benefícios para os portadores de artrite reumatóide. Quem tem problemas cardíacos pode diminuir em até 47% as chances de morrer em decorrência de infarto. Atenua os efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, e reduz as dores dos pacientes.
E para aquelas que se perguntam sobre a beleza, uma nova linha de pesquisas investiga os efeitos da prática para nos deixar jovens por mais tempo. Uma das razões para isso seria a redução dos processos inflamatórios, que – já se sabe – estão associados ao envelhecimento precoce das células.
Bjks!
Sexta-feira passada foi o dia do silêncio. Ótima ocasião para aparecer por aqui [finalmente] e explicar o meu tempo quietinha, sem minhas manifestações – parte do melhor de meu cotidiano por tanto tempo! Desculpas sempre temos aos montes, eu não queria voltar cheia delas, tentando justificar um tempo de que – na mais pura e verdadeira versão – eu estava precisando. Para mim. Para os meus planos, os meus sonhos, o meu eu. Aquela parte da gente que muitas vezes fica lá, beeeeeeem lá no fundinho, fingindo não ligar pra nada para não chamar atenção.
Que bem me fez esse intervalo, esse sabático, que desacelerou e tirou do piloto automático minhas ideias. Não que elas tenham parado de me acompanhar, só que meio de longe, observando sem interferir. Sendo anotadas em cantos de páginas de agenda, guardanapos, folhas de revistas… Desde as maravilhas que a meditação faz por aqueles que levam a prática a sério até o poder dos sons em nosso organismo – inclusive, e talvez bem mais importante – da palavra, cuja força é tantas vezes subestimada. Um dos motivos que me fez quieta. “A paz que você procura é o silêncio que você não faz”.
Segunda, soube sem querer, aniversário do Bono. O vocalista do U2, para quem possa ter se confundido. Personagem cujo universo da música se confunde com o mau que nos ronda procurando oportunidades e o bem que podemos transformar em realidade. Exemplo de palavras bem ditas [benditas?]…
Pra terminar, minha dica – que muitos já devem conhecer, mas sempre vale a pena divulgar – são os sensacionais concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo [OSESP] realizadas quase todos os fins de semana do ano. Melhor que a sensação de estar em um lugar tão lindo, só mesmo apreciar tamanho talento reunido. Todos os sentidos elevados para fazer voar, suave e calma, a nossa alma.
Recebam todo o meu carinho.
Bj enorme!
A estampa não foi aprovada para impressão no Camiseteria, mas eu devo agradecer, de todo coração, a torcida e a força de tantas pessoas especias que passaram por lá para votar, deixar seus comentários e dividir comigo a alegria de participar.
Fica então a dica do site, que é sensacional e tem camisetas muito bonitas e estilosas. Um dia quem sabe algumas delas serão assinadas por mim! E eles estão fazendo uma promoção muito legal de Natal: se vc compra duas camisetas, concorre a um iMac e um Macbook. E pra SP o frete é grátis! Eu já comprei 4… =]
Pra ir pro site é só clicar aqui ou no logo!
Bjksssss!
Continuando a “invasão e conquista” do mundo iniciada com o lançamento no Clube de Autores, meu segundo livro Óleos na Banheira agora também está disponível no internacional Bubok.
É só clicar na imagem pra ir direto para a página do livro no site! =]
E viva o Kindle… rs
Aiiiiii, nossa, tô tão emocionada! Depois de algumas tentativas consegui acertar no estilo e o Camiseteria aprovou uma ilustração minha para votação… E o pessoal está me escrevendo, dando feedbacks ótimos. É bom voltar a desenhar. Meu lado criativo agradece me deixando feliz. Simplesmente, feliz.
Se puderem, cliquem na imagem, votem na estampa e deixem seus comentários – bons ou ruins. O importante é ter um feedback para fazer sempre melhor! =]
Para aqueles que já aderiram à nova mania mundial de leitura em formato PDF – os novatos, baratos e simpáticos e-books – já é possível baixar por menos de U$ 10 [na hora e sem custo de frete...] o e-book do livro em português no site Lulu.com. É só clicar na imagem [ou acessar o link aqui] e uma nova tela se abrirá na página do livro!
Em breve este e outros títulos meus – inclusive o primeiro, Amando o amor de alguém, estarão disponíveis em formato e-book em diversas línguas – espanhol, inglês, italiano, francês…
É ou não é o MÁ-XI-MO???? Preciso comprar um kindleeeeeee!
Bjkssssss
Atenção, atenção, todos!!!!
Óleos na banheira – meu segundo livro – está finalmente “nas bancas”. Bom, não exatamente nas bancas de jornal, mas qualquer pessoa que quiser já pode adquirir um exemplar pelo Clube de Autores.
A capa é da Analice e a revisão da Raquel – duas queridíssimas e talentosas amigas. Obrigada, meninas, de coração.
Para comprar é só clicar na imagem do livro e ser direcionado diretamente para o local do crime… Então movimentem os seus gorduchos mouses e sejam os primeiros a ter um exemplar em mãos! E voltem para dizer o que acharam, por favor, ok?
A todos o meu agradecimento pela força e apoio que recebi mais uma vez durante o caminho para transformar mais um sonho em realidade.
Bj gde!!!!
Todo mundo [pelo menos da minha geração pra antes] já esteve na frente de um tabuleiro do mapa mundi cheio de peças coloridas e dados que fazem as vezes de armas de batalhas – que muitas vezes acabam por influenciar até o seu humor naquele momento. Estou falando do decano jogo de estratégia War.
A área de conflitos internacionais e político-culturais é um prato cheio para quem entende do assunto. Hoje, a palavra ‘guerra’ tomou dimensões jamais imaginadas alguns anos atrás. Na verdade, o tema é mais velho que nós mesmos, mas o alcance que tem hoje – por conta da globalização e da velocidade de acesso à informação – é incalculável e a necessidade de existir profissionais que entendam os porquês desses movimentos é cada dia maior.
Especializado em segurança internacional, resolução de conflitos, estudos estratégicos e de paz, o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing [ESPM] Heni Ozi Cukier é hoje uma das referências quando se trata do assunto no Brasil. O mais interessante nisso tudo é o próprio perfil de Heni, um homem jovem, bonito e que mudou sua história drasticamente ao escolher o caminho da Filosofia e das Ciências Políticas depois de comandar restaurantes e bares em São Paulo. Mudou-se para os Estados Unidos, estudou, tornou-se mestre em International Peace and Conflict Resolution pela American University e, depois de passar por várias organizações americanas como a OEA [Organização dos Estados Americanos] e o Conselho de Segurança da ONU percebeu que era aqui, em seu país de origem, que queria realmente fazer a diferença para melhorar o mundo.
A verdade é que, segundo Heni Cukier, “talvez nenhuma outra questão atraia mais atenção do que a guerra – que não é um fenômeno distante: representa o pior e o melhor da natureza humana – e o século 20 foi o mais violento na história da humanidade. Na busca incessante pela vitória, surgiu a arte da estratégia, que até hoje é utilizada e adotada em todas as esferas sociais”.
Discutir o que é a guerra, quais são suas causas e as estratégias para vencê-la são atitudes sábias e necessárias para compreender os desafios atuais e garantir paz no mundo. Esse é o objetivo de Heni ao se apresentar em palestra na Casa do Saber nesta próxima segunda-feira, dia 9 de novembro. Encontro que promete ser extremamente interessante na medida em que oferecerá uma visão totalmente nova sobre o tema.
Fica então a dica para aqueles que apreciam aprender de maneiras diferentes.
- Guerra, Paz e Estratégia por Heni Cukier – Casa do Saber, às Unidade Mario Ferraz, segunda-feira 9/11, às 20h. Telefone para inscrições: [11] 3707 8900. Vagas limitadas.
A revista Época deste final de semana colocou como matéria de capa algo em que venho pensando há tempos: os carros elétricos. Será que eles vieram mesmo pra ficar? Eu aposto que sim [e vários empresários bam-bam-bans também...].
Minha alegria, no entanto, foi saber que o carro dos meus sonhos já existe em versão ecofriendly [na Europa, não aqui, claro]. É o Mini Cooper, meu sonho de consumo quando se trata de brinquedinhos de quatro rodas. O cara é sensacional, lindo, compacto, estiloso – tudo de bom! E agora descubro que o danado já está um passo à frente de muitos outros, é só ligar na tomada e depois sair andando sem fazer dano ao meio ambiente. Sensacional.
Sonho perfeito seria o meu modelo azul com a faixa branca, ainda vir adesivado pelo Romero Britto. Ai, ai, ai… Melhor começar a fazer o meu The Secret!!! Hahahahaha








