dezembro
15
2009

obrigada, de coração

CamiseteriaA estampa não foi aprovada para impressão no Camiseteria, mas eu devo agradecer, de todo coração, a torcida e a força de tantas pessoas especias que passaram por lá para votar, deixar seus comentários e dividir comigo a alegria de participar.

Fica então a dica do site, que é sensacional e tem camisetas muito bonitas e estilosas. Um dia quem sabe algumas delas serão assinadas por mim! E eles estão fazendo uma promoção muito legal de Natal: se vc compra duas camisetas, concorre a um iMac e um Macbook. E pra SP o frete é grátis! Eu já comprei 4…  =]

Pra ir pro site é só clicar aqui ou no logo!

Bjksssss!

dezembro
3
2009

óleos na banheira: também no bubok!

clique e compre o livro impresso ou e-bookContinuando a “invasão e conquista” do mundo iniciada com o lançamento no Clube de Autores, meu segundo livro Óleos na Banheira agora também está disponível no internacional Bubok.

É só clicar na imagem pra ir direto para a página do livro no site!  =]

E viva o Kindle… rs

dezembro
2
2009

camiseteria: primeira estampa no ar!

Clique na imagem e vote na estampa!
Clique na imagem e vote na estampa!

Aiiiiii, nossa, tô tão emocionada! Depois de algumas tentativas consegui acertar no estilo e o Camiseteria aprovou uma ilustração minha para votação… E o pessoal está me escrevendo, dando feedbacks ótimos. É bom voltar a desenhar. Meu lado criativo agradece me deixando feliz. Simplesmente, feliz.

Se puderem, cliquem na imagem, votem na estampa e deixem seus comentários – bons ou ruins. O importante é ter um feedback para fazer sempre melhor!  =]

novembro
13
2009

para “kindlemaniacs”: e-book disponível para download

comprar em formato e-book!

 Para aqueles que já aderiram à nova mania mundial de leitura em formato PDF – os novatos, baratos e simpáticos e-books – já é possível baixar por menos de U$ 10 [na hora e sem custo de frete...] o e-book do livro em português no site Lulu.com. É só clicar na imagem [ou acessar o link aqui] e uma nova tela se abrirá na página do livro!

Em breve este e outros títulos meus – inclusive o primeiro, Amando o amor de alguém, estarão disponíveis em formato e-book em diversas línguas – espanhol, inglês, italiano, francês…

É ou não é o MÁ-XI-MO???? Preciso comprar um kindleeeeeee!

Bjkssssss

novembro
11
2009

óleos na banheira: o segundo livro sai do forno!

Novo livro de Mo March publicado no Brasil

Novo livro de Mo March

 

Atenção, atenção, todos!!!!

Óleos na banheira – meu segundo livro – está finalmente “nas bancas”. Bom, não exatamente nas bancas de jornal, mas qualquer pessoa que quiser já pode adquirir um exemplar pelo Clube de Autores.

A capa é da Analice e a revisão da Raquel – duas queridíssimas e talentosas amigas. Obrigada, meninas, de coração.

Para comprar é só clicar na imagem do livro e ser direcionado diretamente para o local do crime… Então movimentem os seus gorduchos mouses e sejam os primeiros a ter um exemplar em mãos! E voltem para dizer o que acharam, por favor, ok?

A todos o meu agradecimento pela força e apoio que recebi mais uma vez durante o caminho para transformar mais um sonho em realidade.

Bj gde!!!!

novembro
7
2009

war não precisa ser só um jogo

Todo mundo [pelo menos da minha geração pra antes] já esteve na frente de um tabuleiro do mapa mundi cheio de peças coloridas e dados que fazem as vezes de armas de batalhas – que muitas vezes acabam por influenciar até o seu humor naquele momento. Estou falando do decano jogo de estratégia War.

A área de conflitos internacionais e político-culturais é um prato cheio para quem entende do assunto. Hoje, a palavra ‘guerra’ tomou dimensões jamais imaginadas alguns anos atrás. Na verdade, o tema é mais velho que nós mesmos, mas o alcance que tem hoje – por conta da globalização e da velocidade de acesso à informação – é incalculável e a necessidade de existir profissionais que entendam os porquês desses movimentos é cada dia maior.

Heni Ozi Cukier

Heni Ozi Cukier

Especializado em segurança internacional, resolução de conflitos, estudos estratégicos e de paz, o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing [ESPM] Heni Ozi Cukier é hoje uma das referências quando se trata do assunto no Brasil. O mais interessante nisso tudo é o próprio perfil de Heni, um homem jovem, bonito e que mudou sua história drasticamente ao escolher o caminho da Filosofia e das Ciências Políticas depois de comandar restaurantes e bares em São Paulo. Mudou-se para os Estados Unidos, estudou, tornou-se mestre em International Peace and Conflict Resolution pela American University e, depois de passar por várias organizações americanas como a OEA [Organização dos Estados Americanos] e o Conselho de Segurança da ONU percebeu que era aqui, em seu país de origem, que queria realmente fazer a diferença para melhorar o mundo.

A verdade é que, segundo Heni Cukier, “talvez nenhuma outra questão atraia mais atenção do que a guerra – que não é um fenômeno distante: representa o pior e o melhor da natureza humana – e o século 20 foi o mais violento na história da humanidade. Na busca incessante pela vitória, surgiu a arte da estratégia, que até hoje é utilizada e adotada em todas as esferas sociais”.

Discutir o que é a guerra, quais são suas causas e as estratégias para vencê-la são atitudes sábias e necessárias para compreender  os desafios atuais e garantir paz no mundo. Esse é o objetivo de Heni ao se apresentar em palestra na Casa do Saber nesta próxima segunda-feira, dia 9 de novembro. Encontro que promete ser extremamente interessante na medida em que oferecerá uma visão totalmente nova sobre o tema.

Fica então a dica para aqueles que apreciam aprender de maneiras diferentes.

  • Guerra, Paz e Estratégia por Heni Cukier – Casa do Saber, às Unidade Mario Ferraz, segunda-feira 9/11, às 20h. Telefone para inscrições: [11] 3707 8900. Vagas limitadas.
novembro
3
2009

se liga e ligue… na tomada!

A revista Época deste final de semana colocou como matéria de capa algo em que venho pensando há tempos: os carros elétricos. Será que eles vieram mesmo pra ficar? Eu aposto que sim [e vários empresários bam-bam-bans também...].

Minha alegria, no entanto, foi saber que o carro dos meus sonhos já existe em versão ecofriendly [na Europa, não aqui, claro]. É o Mini Cooper, meu sonho de consumo quando se trata de brinquedinhos de quatro rodas. O cara é sensacional, lindo, compacto, estiloso – tudo de bom! E agora descubro que o danado já está um passo à frente de muitos outros, é só ligar na tomada e depois sair andando sem fazer dano ao meio ambiente. Sensacional.

Sonho perfeito seria o meu modelo azul com a faixa branca, ainda vir adesivado pelo Romero Britto. Ai, ai, ai… Melhor começar a fazer o meu The Secret!!! Hahahahaha

outubro
23
2009

clube de autores e kindle: aqui, escritores e leitores só tem a ganhar

As edições das revistas semanais publicadas nos últimos dias não deixam dúvidas: o sucesso dos leitores de e-books – os livros em formato virtual – está subindo às alturas. Os motivos para isso são muitos e deixam alguns de cabelo em pé, outros de olhos postos no futuro promissor que os aguarda.

Jeff Bezos, o gênio criador da Amazon.com, não tem do que reclamar. As vendas do Kindle – aparelhinho criado por ele e vendido exclusivamente em sua livraria-loja virtual [a maior do mundo] – já é um dos bestsellers e objeto de desejo de milhões de americanos. Pena que o sistema de wireless internacional que permite a compra dos títulos em cerca de um minuto e por no máximo uns 15 dólares [já incluídas taxas de download], por mais de 190 países, sé será instalado no menor modelo da série em um primeiro momento.

Eu sou uma adepta das novas tecnologias aliadas ao tradicional. Isso significa, em poucas palavras, que estou morrendo de vontade de colocar minhas mãos no aparelho revolucionário, mas que provavelmente nunca desistirei dos meus queridos volumes folheáveis. O que me vem a mente de forma automática quando penso em mim é que, em poucos anos, as crianças que já nascem na era digital vão começar a se transformar em leitores com poder de compra e os e-books serão parte integrante do seu dia a dia. Talvez essa transformação aconteça ainda mais rápido do que isso, muito antes do que todos nós imaginávamos [menos o Bezos, que vai estar multitrilhardário rindo de todos aqueles que não foram tão rápidos quanto ele...]. Os números não mentem: os novos lançamentos de autores bestseller americanos já estão sendo mais vendidos no formato digital do que no impresso. Triste para as editoras tradicionais que já começam a se mexer [pelo menos as mais antenadas e espertas] para surfar nessa nova onda antes que ela passe e eles se esborrachem na areia.

A minha novidade aqui é que estou me mexendo como posso para acompanhar essa tendência mundial – convertendo meus livros para o formato digital e disponibilizando na internet para que todas as pessoas possam comprar sem complicação. Daí você me pergunta: tem toda essa gente que compra livros no Brasil? Tudo bem, não tem. Por isso estou traduzindo os títulos para várias línguas estrangeiras [inglês, espanhol, francês, italiano, entre outras], porque quando essa história estourar todas fronteiras vão desaparecer – pelo menos no que se refere às possibilidades de compra de livros. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, vai poder entrar nos sites onde o download dos arquivos estiver disponível e ter seu livro em minutos. Melhor: pagando MUITO menos por isso! É um leitor voraz que torra boa parte do seu suado dinheirinho quando cai na tentação e entra em uma dessas maravilhosas megalivrarias?Está animado? Acho que você está certíssimo.

Pegando carona nos livros, agora os impressos, volto a falar aqui do sensacional Clube de Autores. O site de publicações que liberou os autores brasileiros das amarras das editoras está crescendo e aparecendo. Eu, escritora completamente decepcionada com o mundo editorial tradicional, sou uma das maiores fãs do trabalho de Ricardo Almeida e Indio Brasileiro Guerra Netto – os sócios que implementaram esse projeto inédito na América Latina. Para quem morre de vontade de publicar [e não tem a menor ideia de como fazer isso] eu digo: você só precisa ter os seus escritos devidamente revisados. Parece brincadeira, né? Mas é muito sério e apaixonante. Ontem, o Jornal da Globo fez uma matéria com eles que ficou super legal. Acho que vale a pena ver e acessar o site depois, porque lá tem um monte de outras coisas legais.

Matéria Jornal da Globo – Clube de Autores

Bye bye!

outubro
7
2009

fotografia mo march | site oficial de portfólio & banco de imagens

Pessoas queridas, estou super feliz com o resultado do meu novo site de apresentação de portfólio! Agora fica mais fácil mostrar meu trabalho para todos.

O endereço é o http://momarch.com.br e o link também está na minha página de port/fotos.

Se puderem confiram!

E virão novidades super legais  em breve que devem animar as moçoilas de plantão… Parece até que minha ideia já está na nova novela das oito, Viver a Vida. Não é sensacional?

setembro
29
2009

fiéis companheiros de pêlos: adote um!

O final de semana está premiado com um tanto de eventos em homenagem aos animais. Isso porque no domingo, 4, é comemorado o Dia Internacional dos Animais e – com total razão – também o de seu santo protetor, o simpático São Francisco de Assis.

 Sou uma fã doente dos animais [tudo bem, os cachorros mais do que os outros, no ofense] e defensora de seu bem-estar. Já adotei minha querida Vida, ajudei outros tantos a encontrar uma casa, castrei, alimentei. Sou a chata que fala sobre a importância de castrar animais adotados que viverão em contato com outros animais [leia mais abaixo]. Faz parte da vida de quem quer ver mudar a situação que se observa hoje.

Admiro aqueles que fazem o que podem com o que dispõem. É da unidade da Livraria Nobel de Moema [Avenida Pavão, 451, entre as ruas Inhambu e Canário]. Apoiada por Cláudia, a dona da loja, a filha Patrícia organiza há alguns meses uma feira de adoção que mobiliza todo o bairro e já tem como saldo casa nova para mais de uma dezena de cachorrinhos de raça não definida abandonados – muitos deles já adultos. A parceria é com ONG Voz Animal, que recolhe os animais, trata e castra antes de colocá-los em casas de “donos provisórios” – onde estarão abrigados até que um lar definitivo os receba.

Neste sábado, dia 3 de outubro, o evento acontece das 10h às 17h e promete confirmar o sucesso deste tipo de ação quando bem orientada. Para ser candidato à adoção dos bichinhos é preciso levar CPF e comprovante de residência [pois o pessoal costuma verificar que tipo de condição está dando o novo dono ao animal].

Um detalhe importante, que inclusive eu mesma descobri ao adotar a Vida [que já era adulta], é que existem inúmeras vantagens em escolher um animalzinho já crescido, ou seja, que não é mais filhote. Eles são mais tranquilos, não latem tanto, não choram à noite e as chances de que destruam os móveis, chinelos, roupas, papel higiênico ou qualquer outra coisa pela casa são pequenas. Além disso, por já ter passado um tempo da vida sozinhos, são mais independentes [o que permite ausências do dono para trabalhar, por exemplo] e obedecem com mais facilidade aos ensinamentos – incluindo fazer as necessidades no local adequado. Se adaptam rapidamente ao novo lar e às pessoas que vivem ali e são eternamente gratos porque os escolhemos – ou porque eles nos escolheram e nós aceitamos o seu “pedido”. É uma coisa meio mágica. Daquelas que não dá pra explicar direito falando, tem de viver mesmo.

Seja um dono responsável

Um dos maiores sucessos da propaganda dos últimos tempos é a simpática e emocionante campanha da Pedigree, marca de produtos alimentares para animais de estimação, “adotar é tudo de bom”. Começou com “cachorro é tudo de bom”, coquistou o público e virou um projeto super legal de incentivo à adoção de cachorros [principalmente] e gatos e – tão importante  quanto – a compreensão do papel de dono responsável.

Posse responsável é coisa séria. Além de entristecer àqueles que amam os animais, as cenas de cachorros abandonados pelas ruas das grandes cidades também colabora [e muito] para a disseminação de doenças, transformando-se em um dos mais graves problemas de saúde pública. Infelizmente, muito poucos entendem assim, para desespero dos animais e daqueles que gostariam de vê-los desenvolver seu melhor papel: o de melhor companheiro, fiel escudeiro, amigo que não mede seu amor por convenções cotidianas ou aceites sociais. Não à toa, o sentimento tão louvável virou expressão sinônima: fidelidade canina.

Por isso, quando se adota um animal é preciso pensar muito antes, porque se assume uma responsabilidade para com um ser vivo que dependerá exclusivamente de você. Tem o básico: água fresca todo dia, uma área limpa e protegida para ficar e dormir, ração adequada de boa qualidade, vacinas todos os anos, levar para tomar banho e, em alguns casos, tosar o pêlo regularmente, além de ficar atento para o aparecimento de pulgas, carrapatos, prevenindo que uma infestação comprometa a saúde do animal e das pessoas da casa.

Mas existem fatos que muitas pessoas parecem ignorar quando compram ou adotam um animal de estimação: eles ficam velhos como nós e precisam cada dia de mais assistência – exames, tratamentos especiais com medicamentos, consultas veterinárias. Prever isso é essencial, pois não é justo [e isso acontece muito, acredite] que depois de anos ao seu lado, sendo um amigo fiel e companheiro, se abandone o bichinho doente para morrer em algum lugar ou se “esqueça” dele sem se importar com o sofrimento daquele que o ama de maneira incondicional – para ele nunca importou sua condição social, a forma como se veste, se é gordo, magro, bonito ou feio. Ele só quer o seu carinho e, pode ter certeza, vai devolver em dobro tudo aquilo tiver de você.

setembro
28
2009

yom kipur: a beleza da celebração judaica

As comemorações do Yom Kipur – o feriado judaico que celebra o perdão e que, para mim, é um dos mais bonitos do mundo – começaram ontem, com o jejum de 25 horas, e se estendem pelo dia de hoje.

Muita gente que não entende a profundidade presente nos atos simbólicos dos judeus durante essa celebração ou não conhece sua origem, vê as proibições impostas pelo ritual – como não comer, não ter relações sexuais, não passar desodorantes, perfumes ou tomar banhos por prazer –  apenas como autoprovação, como martírio. Injustiça com a beleza implícita nesse ato de fé.

O objetivo de se proibir tais atos é exatamente afligir o corpo – voltando-se a atenção totalmente à alma. O povo judaico acredita que o ser humano é constituído pelo yetzer hatóv [desejo de fazer as coisas corretamente, a alma]  e o yetzer hará [ desejo de seguir os próprios instintos, o corpo]. Nosso desafio na vida é sincronizar o segundo com o primeiro. O Talmud faz uma analogia sobre isso entre cavalo [corpo] e cavaleiro [alma]: “É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo”.

Na verdade, o Yom Kipur é o fechamento de um processo longo, pois é sensato pensar que não é possível se arrepender realmente em pouco mais de um dia. As pessoas cometem muitos erros [voluntários ou não] em um ano e para que se “retorne ao bem” – tradução literal da teshuvá,  nome do processo de arrependimento – se reserva todo o último mês do ano judeu, o Elul, segundo a tradição.

É durante o Elul que as pessoas se preparam para a reflexão profunda que leva até o caminho interior, da alma. Para lembrar a todos, pela manhã logo cedo, o shofar [instrumento de sopro considerado sagrado pelos judeus] chama o povo para esse despertar. E, acordar, aqui, tem um significado muito maior do que sair da cama para iniciar o dia. O toque do shofar é um mandamento da Torá – o livro sagrado – e como preceito da fé judaica deve ser precedido de uma bênção especial, em agradecimento a D’us. É um preparo, um chamado, para que os atos não sejam realizados apenas pela força do hábito, mas de forma consciente, conhecendo seu significado e a quem se responderá por eles.

Uma semana antes de Rosh Hashaná – o ano novo judeu – também na madrugada se iniciam orações, chamadas selichot [perdões]. O dia 1 de Tishrei é a grande data – a base para um novo ano de vida – que é seguido de outros nove dias – até o Yom Kipur. Dez dias para seguir em direção a sua alma, ao seu mais profundo eu, afastando o mal e caminhando para o bem.

Kipur, na raiz da língua hebraica, se refere ao “que cobre”, o castigo que envolve o ato perverso ou incorreto. É impossível apagar aquilo que já aconteceu, assim a única maneira de superá-lo é a modificação da conduta pessoal depois que ele já aconteceu. “Deus pode apagar o castigo, não o ato”. Traduzindo, o que se fez, continua com você e as consequências sob sua responsabilidade.

O interessante é que as más ações têm, efetivamente, duas categorias: do homem em relação ao próprio homem e do homem em relação a Deus. A primeira traz a vida diária, do cotidiano, em que os seres humanos se relacionam e acabam por cometer erros decorrentes desse relacionamento – e devem ser os próprios homens a resolvê-los. Diz-se: “As transgressões que vão de homem a homem não são expiadas pelo Yom Kipur, se antes não forem perdoadas pelo próximo.”  Assim, deve-se pedir o perdão do semelhante, pois se não for dado, nem mesmo Deus poderá intervir. Já a segunda categoria é o segredo da consciência – o relacionamento direto com a alma e, consequentemente, com Deus.

Muitos devem estar se perguntando o que eu, que não sou judia, estou fazendo ao escrever um post tão detalhado sobre o Yom Kipur. E para todos eu respondo que não é a religião em si que me chama a atenção aqui, mas o significado de cada pequeno ato envolvido, sua beleza pura e intríseca.

É difícil entender o que acontece dentro ou perto das fronteiras onde nasceu o povo judeu. Eu mesma, sendo sincera, muitas vezes me sinto indignada pelo banho de sangue que se vê nas telas dos noticiários. Mas é preciso parar e se distanciar para ver a verdade. Estamos a quilômetros de distância. Vivemos em uma cultura completamente diferente que nos impede de interpretar os acontecimentos à luz do conhecimento da origem [tão ancestral] dos conflitos que por ali devastam vidas.

A minha torcida, neste dia tão especial e sagrado, é que o perdão aconteça cada dia menos. Não por falta de perdoarmos os erros, mas pela falta dessas transgressões que necessitam ser esquecidas. Que o homem tente trazer realmente esse despertar, essa atenção para o que faz ou diz [a língua é a mais afiada das facas], para o agora. Que se pare e pense antes. Que se procure pela paciência e, ao encontrá-la, se pratique cada dia mais e mais. Assim poderemos passar a celebrar o Yom Kipur apenas por sua beleza etérea e seu simbolismo puro. A energia de se “estar no bem” e a ele nunca mais precisar retornar – pois ele será o agora.

setembro
22
2009

por amor ao futuro

Ontem foi o dia da árvore, hoje é o Dia Mundial Sem Carro e começa a Primavera – a [na minha modesta opinião] mais bela estação do ano.

A pergunta que me fica martelando a cabeça é [mais uma vez]: porque nomear dias para ações e seres que merecem nossa atenção continuamente. Será que em todos os outros dias do ano as árvores, coitadinhas, não têm vez em nossa sociedade? Será que se encerram os pensamentos sobre como construir um mundo melhor, sem tantos carros, com mais metrôs, bicicletas, flores, ar respirável?

É difícil ter esperança em um país em que o próprio Senado Federal [que deveria estar lá para nos proteger] nos rouba descaradamente, separando somente para si aquilo o dinheiro que deveria estar transformando a realidade cruel de tantos brasileiros.

Essa angústia que nos toma não pode, entretanto, nos impedir de continuar caminhando em direção a um horizonte mais azul. É preciso fazer algo, todos os dias, mesmo que pequeno, mesmo que seja somente você a ver e perceber aquela ação que parece tão sem importância quanto não jogar lixo pela janela do carro [sim, acreditem, ainda tem MUITA gente que faz isso por aqui...], reciclar tudo o que for possível, não despejar óleo de cozinha usado nos ralos.

Viver de forma mais consciente e responsável pode até ser chato, mas é mais saudável para todos e, no final, extremamente recompensador. O mundo é muito mais simples do que queremos acreditar. Faz parte do ser humano complicar, tornar tudo mais complexo do que precisa realmente ser. Quando todos investirmos um pouco mais de nosso precioso tempo para procurar essa verdade dentro de nós, talvez se acenda uma luz lá no final do túnel e fiquemos menos cegos para o que importa.

setembro
17
2009

pedala!

Domingo de manhã cedinho e o sol despontava finalmente no horizonte. Eu, já devidamente ‘paramentada’, aguardava o horário de abertura da primeira ciclofaixa da cidade de São Paulo, no seu terceiro fim de semana de vida. No primeiro, já sabendo da animação da inauguração, decidi ficar em casa – mais de 10 mil pessoas percorreram os cerca de seis quilômetros da faixa que liga o Parque das Bicicletas, na região do Ibirapuera,  ao Parque do Povo, no Itaim Bibi.

No segundo, no meio do feriado prolongado da Independência, a chuva insistente fez com que meus planos ciclísticos fossem, literalmente, por água abaixo! Esperei mais uma semana, torcendo pela melhora das condições metereológicas, para que ninguém resolvesse marcar alguma sessão fotográfica de emergência ou qualquer coisa parecida.

Segui para a ciclofaixa tão cedo que, quando cheguei, éramos eu e o efetivo da Companhia de Engenharia de Tráfego [CET] da cidade somente. Posso dizer que valeu cada segundo longe da minha confortável cama, nesse que é o dia oficial da semana para viver preguiçosamente e dormir mais algumas horas.

Fiquei tão animada que fiz o trajeto de ida/volta quatro vezes [o pessoal de monitoramento já me cumprimentava, dava risadinhas e desejava bom passeio...]. O único registro triste da minha experiência foi testemunhar um carro que parou em um dos trechos mais tranquilos para que seus ocupantes, na maior cara de pau, ’surrupiassem’ um dos cones que limitavam o acesso à faixa exclusiva. Mas eles devem ter se arrependido da brincadeira quando o guarda da CET parou o veículo no semáforo, alertado pelos cidadãos honestos e indignados que viram a cena insólita [que nos fez lembrar de Brasília, do Senado, dos Atos Secretos etc...].

Quando estava me despedindo do meu passeio, à caminho de casa, me senti como quando era pequena [tudo bem, faz tempo!], pegava minha ‘Monark’ e saia pedalando em direção à casa de minha amiga Hevellyn, sem pensar em trânsito insano, falta de segurança, poluição. E, pasmem!, minha mãe ficava tranquila em casa, esperando por vários minutos até que eu, sem pressa, chegasse ao meu destino e discasse [lembram disso???] para casa para avisá-la…

Que bom que ainda podemos ter a esperança de que, pelo menos no que se refere aos passeios tranquilos de bicicleta, as coisas possam mudar para melhor!

agosto
3
2009

táxiiiiiiiii!

Assim como em qualquer área profissional que existe por aí, acredito [porque sou uma pessoa extremamente otimista nesse caso] que a grande maioria dos taxistas age corretamente, nos levando ou trazendo comodamente para/de qualquer lugar.

Porém – ah, tudo sempre tem um, não é mesmo? – já passei por situações chatas onde tentaram me tratar como idiota, na vã esperança de tirar uns “trocos” a mais quando peguei táxis para me locomover pela cidade. Coitados, mal sabiam que eu sou praticamente PHD em algumas regiões de SP por conta de minha história de vida…

A boa notícia é que foi lançado um site super legal que informa as tarifas deste meio de transporte em diversas cidades brasileiras. Consulte antes de viajar e não seja vítima de espertinhos!  =]

http://www.taxi.com.br

julho
17
2009

top blog | na reta final

Finalmente consegui vir aqui escrever um pouco depois de ter passado dias na correria - trabalhando e organizando a bagunça.

Estou cheia de coisas legais pra postar, principalmente que o blog está entre os 100 mais votados do Top Blog. Uma honra que me foi dada por vocês, que passam, lêem, deixam as suas impressões, os seus comentários. Vocês que transformam esse espaço de comunicação num representante exemplar do fenômeno web 2.0.

Obrigada pelos votos, pela torcida, pelo carinho.

A votação vai até começo de agosto!

junho
23
2009

gripe suína que nós mesmos criamos

Grande parte do pessoal que passa por aqui sabe sobre o meu amor pelos animais. Todos eles. Sou daquele tipo de pessoa que quando vê um bicho novinho logo solta um sonoro “Ohhhhh“, tipo a cena do gato de botas em Shrek. Fico hipnotizada por borboletas, gosto de ouvir os passarinhos, seguir vagalumes, salvar abelhas que estão se afogando em copos de refrigerante e por aí vai…

É automático para mim, ser simpatizante de entidades como a PETA e suas iguais criadas mundo afora. E aos ativistas que lutam para que o planeta seja mais amigável para todos, não só para nós, os seres humanos. Por isso, ao ler o último número da revista Vegetarianos, me vi a chorar na página assinada por Márcio Linck, ativista da UPAN [União Protetora do Ambiente Natural].

Sim, deve ter muita gente que pouco se importa e vira a página quando o conteúdo trata de assuntos como esse que replico na íntegra aqui no blog. Sinceramente, não ligo. Prefiro acreditar na parcela de pessoas que lêem e fazem da mensagem algo a se pensar, provocando as mudanças e melhoras que aos poucos vemos no mundo.

Com vocês, “A segunda vingança suína?”…

Ainda é cedo para a humanidade tirar conclusões a respeito dos possíveis estragos que a pandemia da gripe suína poderá causar ao mundo, porém, o que mais tem de verídico e perceptível nesse momento é a incerteza das informações pertinentes ao tema. Em meio a tanto alarde, restrito ao mal físico que o vírus pode causar aos humanos e ao prejuízo econômico da indústria da carne suína (inclusive rebatizaram o vírus de influenza A H1N1), pouco se tem falado das primeiras vítimas dessa cruel e fatídica história, que são os próprios suínos.

Desde que foram domesticados há cerca de nove mil anos, os porcos vivem neste momento a face mais triste e cruel de sua história. Os modernos criadouros suínos formam um ambiente completamente artificial e insalubre, sem ventilação e fétido, onde os pobres bichos vivem enjaulados em pequenos recintos em que mal podem se mexer, pisando apenas num piso de cimento frio. Só veem a luz solar no momento em que são levados de caminhão ao matadouro.

Todo esse martírio começa com a dolorosa inseminação artificial das fêmeas que, logo em seguida, permanecerão em minúsculas jaulas cercadas com barras de ferro onde se quer podem se virar. Ali, aguardam sua gestação de quatro meses até ser conduzidas para a jaula de parir, onde, além de ficar em pé, conseguem apenas deitar para que suas tetas sejam alcançadas pelos filhotes. Estes, em menos de quatro semanas, serão tirados da mãe, que após receber doses maciças de hormônios, entrará no cio e será inseminada, passando novamente por todo o ciclo de tortura. Completamente estressadas, mordem as barras de ferro que as cercam, além de ficar com o focinho em carne viva de tanto esfregar o chão de concreto à procura de terra e palha para construir o ninho que serviria para parir e proteger os filhotes – no mundo natural, as fêmeas chegam a percorrer até 10 quilômetros em busca de um lugar seguro para construir o seu ninho. Somam-se a isso, as feridas e a contaminação provocadas pela insalubridade de um local em que são obrigadas a deitar em cima das próprias fezes e urina.

O calvário das porcas transformadas em máquinas de produzir carne se estende aos filhotes, que após duas semanas, serão retirados do calor e da segurança materna. Este e outros traumas os acompanharão pelos seus curtos 150 dias de vida. Já nos primeiros dias após o nascimento, os porquinhos têm seus dentes cortados sem qualquer procedimento que alivie a dor dos nervos expostos. Mas, antes disso, sem qualquer anestesia, terão também o corte do rabo e, os machos, os testículos arrancados. Nesses lugares não existe consideração e compaixão com a dor alheia, o que importa é o lucro com o bacon, a banha, a carne, a linguiça e tudo mais que possa ser feito com um porco esquartejado.

Extremamente amedrontados, os porquinhos mutilados serão amontoados em pequenas jaulas imundas dentro de galpões com pouca ventilação, extremamente úmidos e sem nenhuma luz solar. Serão alimentados com ração que, além de hormônio, poderá ter em sua composição farelo de peixe. O que já é uma aberração, pois na natureza os suínos não comem peixes. Obrigados a conviver em meio a esse ambiente insalubre e hostil, cerca de 70% deles desenvolvem pneumonia e mais de 25% sofrem com parasitas tipo a sarna. E dá-lhe antibióticos e antivirais! Devido a essas condições imundas, aliadas à manipulação genética, é que os porcos acabam por contrair doenças e ao mesmo tempo desenvolver resistência contra elas. É o que pode ter acontecido com o vírus da gripe suína, suspeito de conter genes de várias espécies, entre eles os da gripe humana e aviária.

Na localidade de La Glória, no México, onde ocorreu a primeira manifestação da epidemia, a responsabilidade recai na criação de porcos das granjas Carroll, subsidiária da norte-americana Smithfield Foods, instalada ali em 1994 depois de ter sido expulsa da Carolina do Norte e da Virgínia por danos ambientais. A empresa cria e abate quase um milhão de animais por ano e é acusada de contaminar os recursos hídricos da região com fezes e urina dos animais, depositados em tanques a céu aberto.

No mundo natural e num ambiente saudável, os porcos são animais extremamente higiênicos, sensíveis e sociais. Têm uma inteligência igual ou superior a algumas raças de cachorros, atendem pelo nome e podem reconhecer entre 20 e 30 indivíduos diferentes. Então, a natureza é sábia e não é à toa que surgem nesse meio epidemias tipo a suína. E quem é o principal responsável por essa situação senão o consumidor? Quem sabe esta seja a segunda vingança contra seus algozes, já que a primeira decorre das inúmeras doenças desencadeadas pelo consumo de suínos sob a forma de gordura saturada.

 

junho
11
2009

isso é improvável, mas funciona!

Feriadão, chuva, frio. Tá aí jogado como eu sem muitas esperanças de que o dia traga algo de legal? Pois, como diziam os Cassetas, seus problemas acabaram!

Estava eu no Twitter dando uma zapeada quando encontrei um vídeo tudo-de-bom no perfil do Rafael Porto, jornalista que assina como Alforria. E, por conta deste, mais um [e outros tantos, mas escolhi só dois]. Tem gente que diz que as ferramentas web 2.0 não servem pra nada… Talvez seja a hora de reavaliar conceitos e verificar o uso que se está dando a elas, não é mesmo? É aquela velha história: falar mal é muito mais fácil do que conhecer, implentar de maneira correta e tirar bons frutos como resultado.

Sem mais delongas filosóficas, aí vão os vídeos geniais. Ah, como no primeiro eles não explicam do que se trata direito, os atores só podem se falar com perguntas. É longo, mas fica cada vez melhor! E o segundo, de imitações, é mais curtinho mas muito engraçado tb.

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_HOCYpFjDRY]

 

 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qtfCcn1Y6vs&feature=related]

 

junho
5
2009

casamento aberto | por martha medeiros

Andou circulando pela internet um texto creditado a Danielle Mitterrand, viúva do ex-presidente francês François Mitterrand. Pelo teor, acredito que seja mesmo de sua autoria. Quando permitiu que a a amante e a filha que ele teve fora do casamento comparecessem aos funerais, Danielle comprou uma briga com a ala mais conservadora da sociedade francesa. Agora está se defendendo com uma reflexão que serve para todos nós

É sabido que a instituição casamento vem se descredibilizando com o passar do tempo. Hoje, uma relação que dura vinte anos já é candidata a entrar para o Guiness. Li outro dia uma pesquisa sobre os casais mais “divorciáveis” da atualidade. A tal de Paris Hilton era mais cotada para se separar no primeiro ano de matrimônio – erraram: nem chegou a haver casamento. E fora do mundo das celebridades não é muito diferente. Os pombinhos estão no altar, e os amigos, na igreja, já estão fazendo suas apostas para a duração do enlace. Todo mundo quer casar, adora a ideia, mas poucos ainda acreditam no felizes para sempre, e não porque sejam cínicos, mas porque conhecem bem o contrato que estão assinando: com exigência de exclusividade vitalícia, ou seja, ninguém entra, ninguém sai. Difícil achar que isso possa dar certo nos dias atuais.

O casamento vai acabar? Nunca, mas vai continuar a fazer muita gente sofrer se não entrarem cláusulas novas nesse contrato e se as cabeças não se arejarem. Danielle Mitterrand diz o seguinte: “Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente.” E termina citando sua conterrânea, Simone de Beauvoir: “Temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida”.

Estamos falando de casamento aberto, sim, mas não desse casamento escancarado e vulgar, em que todos se expõem, se machucam e acabam ainda mais frustrados. Casamento aberto é outra coisa, e pode inclusive ser monogâmico e muito feliz. A abertura é mental, não precisa ser sexual. É entender que com possessão não se chegará muito longe. É amar o outro nas suas fragilidades e incertezas. É aceitar que uma união é para trazer alegria e cumplicidade, e não sufocamento e repressão. É ter noção de que a cada idade estamos um pouquinho transformados, com anseios e expectativas bem diferentes dos que tínhamos quando casamos, e quem nos ama de verdade vai procurar entender isso, e não lutar contra. Sendo aberto nesse sentido, o casal construirá uma relação que seja plena e feliz para eles mesmos, e não para a torcida. E o que eles sofrerem, aceitarem, negociarem ou rejeitarem terá como único intento o crescimento de ambos comos seres individuais que são.

Enquanto não renovarmos nossa ideia de romantismo, continuaremos a bagunçar aquilo que foi feito apenas para dar prazer: duas pessoas vivendo juntas. Eu não conheço nada mais difícil, mas também nada mais bonito. E a beleza nunca está  nas mesquinharias e infantilidades. A beleza está sempre um degrau acima.