a irmã mais querida do mundo

Gente, sempre digo que no quesito irmã ninguém me supera: tenho a mais-mega-super-hiper-legal do mundo!  =]

Falando sério, a Renata (a bonita, tema do post), é sensacional. É difícil até de descrever. Tem um coração enorme, sem perder a opinião. Escuta sempre os dois lados de qualquer questão, daí ser um dos motivos do sucesso da Stacchini Advogados, especializada em direito empresarial. Feras em propriedade intelectual e novas tecnologias. Quer mais? É doce, (muito) inteligente e tem dotes de chef! E, melhor do que tudo isso, é a melhor amiga que alguém pode desejar ter.

Hoje é dia de comemorar. Como ela mesma disse: “35 e contando!”. Então além de desejar que o ano que começa agora (15 minutos atrás, já que ela nasceu às 10h) seja cheio de tudo de melhor que a vida possa oferecer a alguém especial assim, também deixo um texto do Mário Prata (As mulheres de trinta) que ela mesma me enviou há poucos dias, sobre uma categoria de mulheres em que ela se encaixa perfeitamente.

Rê, você é a melhor!

 

O que mais me espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas, mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, do Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: ‘Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (…) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer.’

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: ‘Madame Bovary c’ést moi’. E a Marylin Monroe que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

Mas voltemos à nossa mulher de trinta, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de trinta bebe. A mulher de trinta é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passam, automaticamente a ter 40. e o que mais encanta nas de trinta é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha.

A mulher de trinta está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos quarenta elas arrumam o segundo e definitivo.

A grande maioria têm dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olhos com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. e eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote do jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de trinta guiando jipe? Covardia.

A mulher de trinta ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Elas ao contrário das de vinte, nunca ficaram. Quando resolvem, vão pra valer. Fazem sexo como se fosse a última vez. A mulher de trinta morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ela vinte ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena que, infelizmente, nunca chegou aos 30?

Mas o que mais me encanta nas mulheres de trinta é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, a hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes, as mulheres de trinta. E não têm pressa pra nada. Sabem onde vão chegar. E sempre chegam. Chagam lá atrás, no Balzac: ‘a mulher de trinta anos satisfaz tudo’.

Ponto. Pra elas.”

ousada!

Só passando pra dizer que descobri por acaso que meu livro (Amando o amor de alguém, Editora Mandalaroma, 112 páginas) saiu recomendado na Revista Ouse e a matéria foi replicada para a internet. Show.

Pra quem quiser conferir minhas estrelas e a foto (chiquérrima) da lombada do livro junto com os outros selecionados…

 

http://revistaouse.uol.com.br/Edicoes/30/artigo43297-2.asp

 

Bjks!

www.adotaretudodebom.com.br

Já falei no blog sobre minha admiração pela campanha da Pedigree que diz aos quatro ventos que “cachorro é tudo de bom”. Um coro que tem a minha participação empolgada e emocionada, sem qualquer dúvida. E não é que, depois de me surpreender com esses comerciais amorosos e cheios de significado, a marca mostrou que está além de minha expectativas em relação à preocupação com o bem-estar animal.

Olhando as divertidas frases complementares de meus contatos no MSN (aquelas que o pessoal escreve depois do apelido pra dizer o que tiver vontade e demonstrar coisas para quem quiser saber), estava lá a da Juliana, que conheci na minha passagem pela Addcomm: “adotar é tudo de bom” e um link para o YouTube que me chamou atenção: http://www.youtube.com/watch?v=hU–HfJza9s. Pouco curiosa que sou (!!!), lá fui clicar para ver o que me revelava.

Para aqueles que não têm um quê de pulga atrás da orelha como eu, o link leva a vídeos de cachorros brincando muito, de raça ou não, assinados pela Pedigree e pela frase que Juliana já tinha divulgado. Mas na lateral, buscando por mais informação (ai, esse lado jornalista), vi um outro link, desta vez para o site temático (que entitula esse post).

O site, na verdade, fala sobre a campanha de adoção de três simpáticos dogs, mas – MUITO MAIS IMPORTANTE DO QUE ISSO – mostra como é possível viabilizar por meio das ferramentas de web disponíveis hoje (MSN, Flickr, YouTube, Orkut etc.) uma ajuda efetiva para os cães e gatos sem dono. O conteúdo não é apelativo, muito pelo contrário, dá uma cara divertida para algo que normalmente é tratado (com razão) como um problema grave das grandes cidades brasileiras.

Também é possível conhecer, clicando no link no alto da página do site à direita, as ações que a marca realiza ao redor do mundo a favor dos animais abandonados. Somente em uma campanha para a conscientização da população pela causa da adoção, feita nos Estados Unidos, foram investidos 10 milhões de dólares e arrecadados quase 3 milhões – revertidos para 4 mil abrigos apoiados pelo projeto Pedigree: Adotar é tudo de bom. A campanha também foi realizada com sucesso em países como África do Sul, Austrália, Canadá e Alemanha e deve chegar por aqui a qualquer momento.

Mas o melhor, claro, sempre guardo para o final… É que já existe por aqui uma parceria da Pedigree com uma das mais sérias ONGs de cuidado animal, a Arca Brasil. Juntos, eles desenvolveram o (sensacional) portal Adotar é tudo de bom, que ajuda as pessoas a encontrar o seu animalzinho de estimação ideal (por meio da escolha de peso, sexo e tipo de pêlo). Eles estão sendo cuidados por veterinários responsáveis e a pessoa interessada só tem que, depois de fazer a busca conforme o que lhe for mais adequado, ligar para o telefone informado ao lado da ficha do cachorro (com nome, idade, raça se houver e muitas vezes foto) para ter mais detalhes ou agendar uma visita e conhecer o pequeno peludo.

É por essas e outras iniciativas que ainda acredito que o mundo tem jeito. E que os animais, esses pequenos seres peludos, tem tudo a ver com isso. Quem não liga ou não acredita, simplesmente não conta pra mim e, triste fim, não sabe o que está perdendo ao escolher não investir em uma relação que é só alegria, amor e lealdade.

doces mulheres de fibra

Sempre que ligo o computador, enquanto estou baixando meus e-mails, aproveito para espiar as manchetes mais importantes do dia na primeira página do UOL. Hoje não foi diferente e levei um choque. Morreu Ruth Cardoso, uma mulher que temos de admirar por sua força e inteligência sem perder o jeito doce de ser. Na verdade não sei o quão doce ela era, mas a figura sempre passava aquela aura de calma, de que com paciência poderíamos, mesmo, chegar lá.

Ela fez muito pelos projetos de ação social brasileiros, para quem não sabe. É uma vencedora. “Uma parte do Brasil irá lembrar de Ruth Cardoso como uma primeira-dama discreta, competente e severa”, disse Lucia Hippolito, cientista política e colunista do UOL. “Outra parte, como uma antropóloga consagrada, professora, orientadora, uma líder na Antropologia Brasileira”, completou. A colunista ainda lembrou da forma delicada como Ruth se comportava, sempre com disposição para atender aos iniciantes ou quem quer que fosse – sem deixar de ser, ao mesmo tempo, rigorosa.

Lucia ainda lembrou que Ruth acompanhou Fernando Henrique Cardoso no exílio e para todos os países e universidades estrangeiras onde ele foi, mas não somente como esposa, mas como professora-atuante ou pesquisadora-visitante, sem deixar de lado a sua vida profissional e sua independência. E quando o marido decidiu ser candidato a presidência da República, ela o apoiou e continuou, da mesma maneira, levando sua vida acadêmica, intelectual, pensando nas novas funções que ela estava desempenhando como esposa do Presidente.

Lucia Hippolito lembrou ainda que Ruth Cardoso foi a criadora, no governo brasileiro, do primeiro programa de inclusão social – adotado pelo governo Fernando Henrique e depois adotado, seguido e ampliado no governo Lula – chamado “Comunidade Solidária”. Era um programa extensivo que atendia famílias e pessoas carentes, mas ensinava um ofício, ou seja, tentava procurar um caminho efetivo para que a pessoa conseguisse seguir em frente, na melhor versão de “ensinar a pescar é melhor do que dar o peixe”.

Conclusão de tudo isso? Ruth Cardoso foi uma grande mulher. Um exemplo próximo de nós, brasileiras, para ser seguido sem medo. Foi independente, teve sua carreira, cuidou de sua família e teve luz própria – tudo sem perder a elegância e a forma educada de tratar as pessoas e a vida. É alguém para lembrar com carinho e servir de guia de comportamento exemplar.

A morte não é a última verdade. Ela nos parece negra, assim como o céu nos parece azul, mas ela não enegrece mais a existência do que o azul celeste mancha as asas dos pássaros.”

 

 

as melhores têm [quase sempre] mais de trinta

Estava aqui pensando e percebi que as amigas mais legais que tenho têm todas mais de trinta anos – com raras exceções para parecem já ter, como Raquel. Lembrei disso porque amanhã faz aniversário uma delas e, na semana que vem, minha melhor amiga em toda a vida: minha irmã. Elas e quase todas as outras que contam – como Renata e Silvana (além de mim, of course) – já passaram a contagem dos 30. Tudo bem, no meu caso, há um certo tempo…

Levante-mos as mãos aos céus por isso! Afinal ficamos melhores a cada ano.

Em homenagem a todas nós deixo aqui um texto do Arnaldo Jabor (quem mais poderia ser?) que é perfeito. Sei que muitas já devem conhecer, mas é o tipo de coisa que sempre vale relembrar. Enjoy yourselves

 

À medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.

Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tevê, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer… E geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados… elas sempre sabem…

Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens… Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça… Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos…

Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: “Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?”, aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!. Nada mais justo!

 

oficialmente frio

Hoje é o primeiro dia do inverno no hemisfério sul. Mas – thanks God – começou com um céu azul, sem nuvens, o que significa sol e temperaturas mais amenas. Aliás, apesar de odiar o frio por vários motivos (não posso andar descalça, tenho que pensar em vestir uma tonelada de roupas, tomar banho vira um martírio etc etc), tenho que confessar que nada é melhor do que se esquentar no sol cálido que é típico desta época do ano.

Ah, a luz também é sensacional para tirar fotografias! O que tenho feito com menos regularidade do que gostaria por conta da correria que virou minha vida nos últimos tempos. Mas quero mudar isso e encher minha página Portf/otos com mais favoritas…

Falando em temperaturas mais baixas eu não poderia deixar de falar sobre uma dica gastronômica que é ideal para esquentar o corpo. São as sopas do Fran’s Café, de vários sabores, servidas dentro de um pão italiano, e que fazem as vezes de refeição completa. O preço pode parecer salgado, cerca de R$ 18, mas (acredite) você ficará satisfeito na medida certa. São muitos os endereços, mas é só ir ao site do Fran’s e conferir a loja que fica mais próxima de onde você está agora. E bom apetite!

 

gosto de mato

O título deste post é de duplo sentido. Isso porque o acento circunflexo em gosto não é obrigatório. Ou seja, tanto pode ser gôsto de mato como gósto de mato. E as duas condições são verdadeiras para o que escrevo aqui hoje.

É que estive na casa de uma amiga, parceira, em Embu, município vizinho de São Paulo. A cidade é mais conhecida como Embu das Artes, por sua feira e suas lojas de artesanato. Mas não fui pra conhecer esse lado da cidade e sim o adorável recanto da Alê, a amiga que citei.

O dia estava lindo e me senti como sempre me sinto quando vou em direção contrária à loucura da cidade grande. O sol, o vento, a poeira, o som dos pássaros, os cachorros correndo, o lago. Delícia pura.

Não é de hoje que tenho essa vontade de mudar para um lugar meio chácara, meio sítio, meio mato mesmo. Conciliar as tecnologias modernas à calma e tranquilidade do campo, da vida saudável, do natural.

Ontem me deu essa vontade de novo… Mas às vezes acho que desta maneira me afastaria de tudo e de todos, iria virar uma hermitona. Não é o que quero.

Vamos ver se mais pra frente consigo conciliar as duas coisas de maneira a continuar tendo uma vida normal, porém mais próxima da natureza. Será possível?

 

não fique pra trás

Não é de hoje que as crianças estão acelerando o aprendizado e dando um banho de interatividade nos adultos. Essas mesmas fofuras de hoje serão os executivos de amanhã, competindo de igual para igual com você e comigo.

Então, aceite o meu conselho e esteja sempre atualizado, por dentro das novidades, aberto para o novo e para aprender aquilo que parece um verdadeiro bicho-de-sete-cabeças (pra eles é apenas mais um pokemón!). Eles já nasceram digitais, com mentes que aceitam um ritmo que dá um baile em muito marmanjo… Duvida?

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qw4l1ljViTU]

 

365 dias para o amor

Os dias de ontem e hoje são ligados ao amor: o que já se tem (dia dos namorados) e o que se quer ter (dia de Santo Antônio!). E mais uma vez me pergunto sobre a importância de datas comemorativas para celebrar aquilo que deveria ser comemorado dia-a-dia. Sempre.

Nem me dá vontade de escrever muito sobre isso, porque confesso que sinto uma certa raiva quando percebo que a imaginação das pessoas e das empresas é grande o suficiente para inventar produtos e serviços surpreendentes que seria bom ganhar em qualquer outro dia do ano. Talvez até, sem uma obrigação imposta pela vida cada dia mais comercial e consumista, tivesse valor multiplicado.

Pense bem. Você iria preferir ganhar um presente esperado no dia dos namorados ou uma surpresa, em um dia normal, que mostrasse o quanto você é especial sem a pressão do instituído pela sociedade? Posso ser diferente, mas acho que não. Ao pensar cuidadosamente nos significados de cada presente, acredito que boa parte das pessoas escolheria a segunda opção.

Por isso, hoje minha homenagem é ao amor. Aquele que vivemos em todos os 365 dias do ano e que merece mais do que flores no dia dos namorados. Aquele amor que aceita os presentes datados de bom grado, mas que ficaria feliz apenas em ser valorizado todos os dias.

 

ler mais = escrever melhor

Sempre gostei muito de ler. Em minha casa o gosto pelos livros vem de longe, de meus avós, de meus pais. Talvez por isso também tenha ido pelos caminhos da escrita e, na medida dos meus limites, escreva bem ou pelo menos com mais facilidade do que muitos que conheço.

Aprendi cedo a amar as letras e as emoções que elas nos fazem viver, os cenários que nos fazem imaginar. Tudo muito mágico e livre, já que é você o principal “diretor” da história. Digo tudo isso porque credito boa parte da minha facilidade em escrever ao meu interesse fiel pelos livros. Quanto mais eu lia, melhor eu escrevia e mais vontade tinha de enfiar o nariz nas páginas intermináveis.

Mas por que falo disso hoje aqui no blog? Porque veio parar nas minhas mãos uma revista de abril com uma resenha sobre um livro muito interessante: “Para ler como um escritor – para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los”. A autora, Francine Prose, ministra há anos oficinas de criação literária e transpôs para o título um método que, segundo ela, ensina a ler de uma maneira nova.

A linha geral é que se faça uma leitura atenta, feita mais com a sensibilidade que com o pensamento. Segundo a revista, Francine escreveu o livro para aqueles que lêem com o ardor das crianças. A questão que não quer calar é: seria possível ensinar a escrever livros? Para a autora, as oficinas literárias e de criação podem ajudar alguém a editar as coisas que escreve. Como diz a matéria, elas “afinam a atenção para a frase justa, a melhor palavra, a imagem mais forte. Podem, ainda, despertar a paixão pela literatura – o que não é pouco.”

E finaliza: “escrever só se aprende lendo. E com o coração desarmado.” Segundo Francine, seria essa a forma de encontrar a sua maneira particular de ler, transformando a leitura em uma aventura íntima.

 Como concordo plenamente com a idéia de que a leitura é essencial para a escrita de qualidade, fica aqui a dica!

 

Ficha técnica: Para ler como um escritor, Francine Prose, 320 páginas, Jorge Zahar, R$ 45.

 

a bela adormecida da pátria

A Língua Portuguesa é bela como só ela. Tem vocabulário farto, conjugações que dariam uma novela. Um cruzamento de letras que tem um quê de poesia, de riso e vela. Meu amor por essa língua, ah, me desespera. Quero dela um pouco de tudo: prosa, verso, para a literatura uma janela.

Que o Brasil e seus brasileiros possam vê-la sem a bruma da falta de interesse que, pouco a pouco, a esfacela. Poder suspirar de orgulho e gastar o verbo, sem ferir a nossa, a sua, a dela – Língua Portuguesa.

 

(fica aqui minha homenagem ao Dia da Língua Portuguesa…)

 

ausência justificada + dica valiosa para os dogs

Sei que ando sumida estes dias, mas existe um motivo para isso. Na quinta-feira passada operei uma das minhas dogs… Ela tinha algumas pedras na bexiga que precisavam ser retiradas e, depois que um ultrassom mostrou alterações sérias no baço, a operação acabou servindo também para resolver este problema. Lá se foi o baço dela, tadinha.

Pra eu não ficar preocupada, todo mundo ficava me falando: “O baço não serve pra nada, vai ficar tudo bem”… A verdade é que ela está, sim, se recuperando bem (um alívio!), mas acabei descobrindo que o baço não é assim tão dispensável. Ele cuida do sangue. Produz, controla, armazena e destrói células sangüíneas e tem um papel importante na limpeza do sangue, destruindo células defeituosas e atuando na parte imunológica do corpo contra as infecções. O que isso significa para uma pessoa ou um cachorro que já não tem esse órgão? Suas defesas ficam comprometidas.

Assim, terei de ficar duplamente alerta e prevenir qualquer tipo de infecção, principalmente aquelas transmitidas pelos temidos carrapatos. Uma verdadeira praga (junto com os cupins) das cidades modernas. Palavra-chave: prevenção, prevenção, prevenção. Dois produtos legais para isso: a coleira da Bayer Kiltix (que tem vida útil de 4 a 6 meses) e os produtos contra carrapatos, como o Max 3, também da Bayer, que de quebra ainda elimina as pulgas.

Mas a minha dica mais importante, apesar de ser sobre prevenção, não tem a ver com pulgas e carrapatos. É sobre a castração dos animais domésticos. Embora muita gente ainda pense – erradamente! – que castrá-los fará mal, a castração feita logo no começo da vida do animal (ou o quanto antes) pode evitar problemas seríssimos no futuro. Principalmente nas fêmeas, diminuindo em muito as chances de certos tipos mortais de câncer, como os de mamas e ovários.

Lembrei disso porque quando cheguei ao consultório da veterinária do meus dogs, a Dra. Andréa Braga Jóia (CRMV/SP 09301) que, o nome já diz, é bárbara, me deparei com uma família indo buscar uma cachorrinha de 10 anos que tinha sido castrada. Estavam inconsoláveis, porque foram encontrados vários tumores malignos nas mamas e, além de estirpá-las, tiveram de castrar a peluda. Essa história provavelmente seria diferente se ela tivesse sido castrada quando era mais nova.

Todos os meus cachorros são castrados e não penso nisso como uma punição para eles e, sim, como uma chance a mais no futuro. A castração também é a solução para o grande e triste problema dos animais de rua. Pense nisso quando se perguntar se vale a pena operar o seu animalzinho de estimação.

E dizer que não tem condições financeiras não vale. Deixo aqui o telefone de um centro em Interlagos (pertinho do shopping de mesmo nome), em São Paulo, que faz a operação por apenas R$ 100. Eles me foram indicados por veterinários de confiança e por pessoas que já utilizaram e aprovaram a qualidade e o resultado dos serviços – regra essencial para este tipo de procedimento.

Anotem: CPNA (11) 5631-0713.

Querem conhecer a minha pequena? Aí está ela!

 

não se perca

Sou uma pessoa relativamente bem localizada quando se trata de se deslocar pela capital paulista. Por vários motivos, acabei andando muito pela cidade desde que nasci e agora localizar um endereço nunca é um grande mistério para mim.

Mas em uma megalópole como esta, existem muitas exceções quando o assunto é encontrar um local. Isso porque, por mais conhecedora dos caminhos paulistanos, são muitos os destinos e não dá (nem voltando em várias vidas) pra saber de cor todos eles.

Uso muito os sites de internet para localizar endereços e traçar rotas, mas aprendi (a duras penas) que é melhor confiar cegamente em uma outra – e beeeeeem mais antiga – fonte de informação sobre as ruas e avenidas de São Paulo. Estou falando do Guia de Ruas (sim, sim, aquele de papel que a gente leva no carro). Acabei de comprar um novo e vale deixar aqui a dica: é sensacional!

Comprei o Guia 4 Rodas – Ruas de São Paulo 2008. Ele vem cheio de ótimas novidades, como o tamanho maior e mapas com os sentidos das ruas, localização de radares, dicas vários de serviços (restaurantes, hospitais, telefones úteis etc), itinerários de todos os ônibus municipais e intermunicipais, entre várias outras coisas legais, como incluir mapas de 25 cidades da Grande São Paulo, por exemplo, Osasco, Guarulhos, ABCD, Barueri… Preço de capa: R$ 27,99.

E o melhor: ele não sai do ar!!!  =]

 

laços… você também tem os seus

Em um dia em que laços têm tudo a ver comigo, deixo um vídeo que vale a pena ver até o final. De verdade.

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg]

 

precisa de um passaporte? prepare-se!

Há algum tempo meu passaporte brasileiro venceu. Deixei ele lá, parado, porque não havia nenhum plano de utilizá-lo e porque a nova taxa, do novo modelo, nem sempre poderia ser encaixada no meu orçamento mensal: R$ 156,07.

Esta semana, prevendo a possibilidade de viagens próximas, resolvi me mexer para renovar o documento. Como se sabe, agora é preciso fazer pela internet o preenchimento antecipado do formulário de requisição, conferir se todos os documentos estão à mão. Importante: é preciso levar o RG, mesmo levando outros documentos de identificação, como o passaporte anterior ou a Carteira de Nacional de Habilitação. A lista completa pode ser conseguida no próprio site da Polícia Federal: www.dpf.gov.br.

Depois de preencher a ficha e imprimir tanto o protocolo quanto a GRU (guia para pagamento da taxa) é preciso consultar cada um dos postos de atendimento para agendar o seu horário. E é exatamente aí que começam os problemas. Como estamos no Brasil, os despachantes acessam o sistema e reservam os horários antes de todos os outros seres humanos mortais. O resultado? Quando você tenta agendar o seu atendimento, como eu fiz na semana passada, descobre que os únicos horários disponíveis são em AGOSTO na unidade central da PF na Lapa.

O pior de tudo é que, se você não tiver um bom motivo (viagem marcada, necessidade da empresa registrada em carta em papel timbrado ou coisa do gênero), é preciso enfrentar a fila da central – como fiz hoje com chuva a partir das 7h da matina – para tentar conseguir dar entrada no seu pedido. Como eu não tinha nenhuma dessas comprovações de necessidade, tive de arriscar.

Fiquei lá na chuva até a abertura dos portões, às 8h, quando entramos e somos encaminhados para outra fila, de identificação. De lá, subimos ao primeiro andar para outra fila, para esperar pelo atendimento/triagem de um funcionário. Nem preciso dizer que fiz uma cara de coitada e inventei que precisava do passaporte urgentemente para conseguir (depois de insistir) um horário três horas depois no Shopping Light, no Vale do Anhangabaú. E quando reclamei, pedindo para ser ali na central, quase que o cara desiste de agendar meu horário…

Continuando, lá fui eu para o centro da cidade. Pagar mais um estacionamento absurdo (aliás, o único que fica próximo da unidade da Lapa cobra R$ 12 pela primeira hora!) e me perder, porque, vou dizer com toda a franqueza, achar a entrada do estacionamento deste bendito shopping é um desafio até para os mais bem localizados!!! Verifiquem o guia e se informem antes de sair de casa.

Quando cheguei, tudo vazio. O posto é novo, começou a funcionar na segunda-feira (por isso essa disponibilidade de horários de agendamento, não está no site!). Por ordem de chegada, finalmente consegui. Mas eis que sentada na mesa, por não ter levado o RG, quase não consigo ser atendida. Além disso, uma das informações do formulário estava incorreta (por pura falta de atenção, por isso se concentre na hora de preencher o seu) e a atendente teve que chamar o encarregado que, para minha sorte, era um japonês extremamente educado que resolveu o problema.

Depois disso, tem foto digital tirada lá mesmo, escaneamento das digitais de ambas as mãos e da assinatura. Você acha que acabou? Não. Você recebe um protocolo e na semana seguinte tem de voltar, com documento de identidade junto, para assinar e retirar o documento.

Então, respire fundo, leve um bom livro e algo pra comer. O caminho é longo.

 

cabelo, cabelera, cabeluda, descabelada!

Cabelo é coisa séria. Até os homens passaram a se preocupar mais com eles de uns tempos pra cá. Para as mulheres é praticamente 99% da autoestima. Isso porque agüentamos vários revezes, como estar acima (ou abaixo, será?) do peso, precisando de um trato na pele, com a conta bancária vermelho sangue, mas se os cabelos estiverem OK, tudo fica mais fácil.

Alguém um dia irá escrever (ou já fez isso?) sobre o poder dos cabelos na vida das pessoas. Não cabelo dos outros, mas as nossas próprias cabeleras que nos sentenciam diante do espelho a momentos de felicidade ou tristeza.

Uma mudança nas madeixas que tenha um final feliz (nem todas têm) é garantia de elevação estratosférica da autoestima e da vontade de espalhar essa positividade para o mundo. É fato. Basta olhar as carinhas das representantes do sexo feminino quando entram e quando saem do cabelereiro. Um bom psicólogo não faria melhor, aposto.

Meu dia de beleza chegou e – amém! – todo e qualquer sacrifício físico (puxões, ardências, hoooooras naquela cadeira que não tem nada de confortável, lavar, secar, esticarrrrrrrrr) ou financeiro (cheques pré a perder de vista) valem a pena. Durante algum tempo você se sente como uma personagem de comercial de shampoo e isso é praticamente Mastercard: não tem preço.

Dá até pra entender a história do Sansão, que perdeu toda a sua força junto com os cabelos… Acho que eu esganaria a Dalila!!!! =]

 

getting lost in your creativity

É hoje. Para aqueles que não tentaram assistir aos capítulos pela internet, Lost volta depois de um intervalo de semanas, causado pela famigerada greve dos roteiristas americanos. Milhões de pessoas vão ligar a tevê e ficar, ali, presos pela confusa (mas extremamente envolvente!) trama na ilha que ninguém sabe direito onde fica.

Esquecendo o fato de que é uma série e que, sendo uma, nos prende sempre até o próximo capítulo, Lost virou um fenômeno por apresentar um sem número de possibilidades. Ninguém sabe ao certo em que lugar do mundo estão os sobreviventes (?) do vôo 815 da Oceanic, nem quem são os habitantes misteriosos que estavam na ilha deste sempre (antes mesmo do vilão, Ben, chegar). Ou o que é aquela fumaça preta que aparece de vez enquando e porque os que conseguiram escapar da ilha nesta temporada mentem sobre o que aconteceu quando o avião caiu. Mais e mais mistérios.

O resultado disso tudo é uma torrente de cenários, de histórias, criadas pela imaginação de quem acompanha o desenrolar dos fatos a cada semana. A cabeça fica montando o quebra-cabeças e parece que vai explodir quando mais alguma pista é revelada – normalmente de forma totalmente inesperada ou disfarçada no meio de alguma cena de forma que muito poucos percebam. Em Lost, tudo se interliga. TUDO. E é isso que a torna diferente das outras séries. Sua mente está trabalhando o tempo inteiro, buscando a conexão dos fatos, tentando entender a relação de tempo, a ligação entre os personagens… É intrigante e também apaixonante.

Nem preciso dizer que sou uma fã de carteirinha e que à noite serei um dos que estarão hipnotizados, na frente da tevê, para ver novamente Jack, Kate, Sawyer, Lock, Ben, Sayid e companhia ltda., não é mesmo?