a irmã mais querida do mundo
Gente, sempre digo que no quesito irmã ninguém me supera: tenho a mais-mega-super-hiper-legal do mundo! =]
Falando sério, a Renata (a bonita, tema do post), é sensacional. É difícil até de descrever. Tem um coração enorme, sem perder a opinião. Escuta sempre os dois lados de qualquer questão, daí ser um dos motivos do sucesso da Stacchini Advogados, especializada em direito empresarial. Feras em propriedade intelectual e novas tecnologias. Quer mais? É doce, (muito) inteligente e tem dotes de chef! E, melhor do que tudo isso, é a melhor amiga que alguém pode desejar ter.
Hoje é dia de comemorar. Como ela mesma disse: “35 e contando!”. Então além de desejar que o ano que começa agora (15 minutos atrás, já que ela nasceu às 10h) seja cheio de tudo de melhor que a vida possa oferecer a alguém especial assim, também deixo um texto do Mário Prata (As mulheres de trinta) que ela mesma me enviou há poucos dias, sobre uma categoria de mulheres em que ela se encaixa perfeitamente.
Rê, você é a melhor!
“O que mais me espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas, mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, do Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: ‘Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (…) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer.’
Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: ‘Madame Bovary c’ést moi’. E a Marylin Monroe que fez tudo aquilo entre 30 e 40?
Mas voltemos à nossa mulher de trinta, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de trinta bebe. A mulher de trinta é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passam, automaticamente a ter 40. e o que mais encanta nas de trinta é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha.
A mulher de trinta está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos quarenta elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria têm dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olhos com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.
O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. e eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote do jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de trinta guiando jipe? Covardia.
A mulher de trinta ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Elas ao contrário das de vinte, nunca ficaram. Quando resolvem, vão pra valer. Fazem sexo como se fosse a última vez. A mulher de trinta morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ela vinte ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena que, infelizmente, nunca chegou aos 30?
Mas o que mais me encanta nas mulheres de trinta é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, a hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.
São fortes, as mulheres de trinta. E não têm pressa pra nada. Sabem onde vão chegar. E sempre chegam. Chagam lá atrás, no Balzac: ‘a mulher de trinta anos satisfaz tudo’.
Ponto. Pra elas.”


