É meio que uma febre mundial. A explicação simplista e generalizada vêm da combinação [muitas vezes mortal] do aumento do consumo de alimentos nada saudáveis e muito calóricos com o sedentarismo da vida moderna, que também cresce cada vez que o pessoal da tecnologia inventa alguma coisa pra facilitar o dia-a-dia.
Pois por esses dias, recebi uma newsletter do site Boa Forma Loja, da Carla Anjo, especializado na venda de produtos Herbalife por preços imbatíveis com atendimento de primeiro mundo [para aqueles que se perguntaram: sim, eu uso e recomendo os shakes como auxiliares no processo de emagrecimento e quem torce o nariz mesmo sem conhecer ou já usou e não teve resultados, porque não o fez da maneira correta, deve reservar um pouco do seu tempo para repensar esse assunto... eu e várias amigas tivemos ótimos resultados, tanto que continuamos usando mesmo depois do tempo de manutenção do programa]. Mas, voltando, o e-mail reproduzia uma matéria sobre a situação brasileira em relação à obesidade, cuja fonte é o jornal O Globo, e que reproduzo ipsis literis abaixo (com alguns comentários pessoais entre chaves e em itálico).
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Quase 50 milhões de obesos no Brasil: pesquisa mostra que 49,4 milhões de brasileiros estão acima do peso
Estudo feito pela empresa de pesquisa LatinPanel mostra que 41% dos brasileiros com mais de sete anos estão acima do peso, num total de 49,4 milhões de pessoas. Entre as crianças com idade entre 7 e 12 anos, 35% estão com excesso de peso, um dado considerado alarmante pelos pesquisadores. Há mais mulheres com sobrepeso ou obesas do que homens [o mundo é injusto, verdade?]. Entre as mulheres ouvidas na pesquisa, 42% estão acima do peso. Entre os homens, o percentual é menor, 38%. De acordo com a pesquisa, 15% das mulheres e 12% dos homens brasileiros estão acima do peso.
A LatinPanel ouviu 25 mil pessoas, representando 82% da população brasileira e 86% do potencial de consumo. O estudo relacionou o índice de peso dos entrevistados (baseado no IMC – Índice de Massa Corpórea – adotado pela Organização Mundial de Saúde) classificando-os em quatro grupos: abaixo do peso, dentro do peso, com sobrepeso e obesos. Com base nestes dados foram identificados por grupo hábitos alimentares, prática de esportes, cuidados com a saúde e atitude com os filhos.
O problema da obesidade está relacionado com hábitos de alimentação pouco saudáveis. Segundo a pesquisa, 66% das pessoas comem sobremesa regularmente, 68% beliscam entre as refeições, 55% jantam vendo tevê e 81% bebem líquidos durante as refeições [hummm, tá parecendo familiar...]. Entre os obesos, só 12% se preocupam em ler os rótulos nutricionais dos alimentos e só 10% procuram produtos com menos gordura. Na média da população, 14% lêem rótulos e 18% procuram produtos com baixo teor de gordura ou sem gordura.
Os hábitos estão refletidos também nos produtos comprados. Nas residências onde a dona da casa é obesa são comprados 20% mais refrigerantes e leite condensado do que a média nacional, 17% a mais de farinha de trigo [ah, aqueles bolos, tortas, pães caseiros] e creme de leite e 16% mais maionese e óleo. O gasto com compra de alimentos e bebidas é 10% maior do que a média. Nas casas onde, mulher, marido e/ou filhos são obesos, o consumo de maionese chega a ser 75% superior à média [!!!!!!!!!!]. Nada menos do que 66% das casas onde moram obesos têm salgadinhos.
Nas residências onde as donas-de-casa estão abaixo do peso foram registrados 40% mais consumo de chá pronto, 17% de bebidas à base de soja e 8% a mais de adoçantes [tirando o chá pronto, parece a casa da minha irmã que, "coincidentemente", é uma adepta da Herbalife].
O comportamento das mães também influencia os filhos. Nada menos do que 39% das mães com crianças até 8 anos ameaçam o filho com castigos se ele deixar de comer. Além disso, 48% das mães que transformam a ida a uma lanchonete como lazer estão acima do peso [e, por tabela, os coitados dos seus filhos... que tal ir andar de bicicleta em algum parque??].
Além de escolher alimentos pouco saudáveis, os mais obesos fazem poucas refeições por dia. Normalmente, os nutricionistas orientam as pessoas a comer alguma coisa de quatro em quatro horas (seis refeições por dia). Segundo a pesquisa, 48% das pessoas que estão acima do peso fazem apenas um ou duas refeições diárias. Em compensação, só 24% das pessoas que fazem mais de sete refeições ao dia estão acima do peso [provavelmente porque alguns "lanchinhos" devem ter bem mais calorias do que devem, tipo um pacote de salgadinhos ou uma barrinha de chocolate "inocentes"].
A prática de esportes também tem sua parcela de contribuição. Mais de 80% dos pesquisados disseram que praticam algum tipo de esporte e 53% estão na faixa de peso ideal [o que não significa que, se você faz parte desta porcentagem, vai conseguir entrar naquela calça "skinny", cujo direito de uso está restrito a quem, pela tabela do IMC, está no limite mínimo de peso ou abaixo dele...]. Mas 47% deles continuam acima do peso. Porém, enquanto as pessoas dentro do peso preferem atividades como futebol (66%), academia (63%) e ciclismo (63%), quem está acima do peso opta pela caminhada (55%) [moral da história: esqueça aquelas tardes agradáveis caminhando tranqüilamente, tem de fazer musculação e acelerar, seja lá o que você escolheu fazer, para perder peso].
O instituto concluiu que há ainda correlação entre renda e obesidade. Nas classes A, B e C, 14% das pessoas estão acima do peso, contra 13% nas classes C e D. A diferença é pequena, mas se acentua de acordo com a região. No interior de São Paulo, 44% das pessoas estão acima do peso. Nas regiões Norte e Nordeste, o índice cai para 37%. Grau de instrução, no entanto, não influencia: estão acima do peso 46% das pessoas com alta escolaridade e 44% dos indivíduos com baixa escolaridade.
Como era de se esperar, a pesquisa mostrou ainda que as pessoas acima do peso têm mais problemas de saúde. Do total de entrevistados, 14% disseram já ter sofrido de alguma doença do coração e 59% deles estavam acima do peso.
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OK. Preciso dizer que fiquei chocada com a reportagem. Primeiro por imaginar que existem lugares em que a situação está bem pior, como nos Estados Unidos. Depois por me dar conta [tenho de confessar] que fiquei dentro do grupo de sobrepeso por um bom tempo, mas que com a ajuda de vários fatores – Glaucia Duarte, endocrinologista séria e que sabe ouvir; o controle da quantidade/qualidade/freqüência da alimentação, os shakes da Herbalife e a volta paulatina dos exercícios físicos – voltei a me sentir saudável e de bem comigo mesma [que considero o mais importante de tudo isso].
Já se foram quase 5 quilos a quase um mês do início do que chamo de “minha revolução particular”. Pra isso tive de me comprometer com o meu objetivo, determinar metas [no que o MetaSmart, que indico em meu post ajuste as velas sabendo para onde vai, está ajudando], ou seja, foi preciso reorganizar e mudar a minha forma de enxergar a vida. Pelo menos se eu queria mudar a forma como eu a estava vivendo.
Ler notícias como esta aí de cima me incentiva a seguir em frente e a tentar levar comigo as pessoas que amo e todos aqueles que querem aproveitar o tempo aqui neste mundo com qualidade. E só podemos ter momentos de felicidade plena se estamos saudáveis, por dentro e por fora [porque os cuidados que mudam tudo por dentro acabam, claro, se refletindo na sua pele, no seu cabelo etc].
O melhor? Nunca é tarde demais para começar, pois vale o presente, o agora. A escolha é só sua e acredito que você queira ficar do lado positivo das estatísticas e da vida. Esta é a hora.