ser voluntário é muito mais

Hoje é o dia nacional do voluntariado. Data que simboliza a homenagem àqueles que se dedicam a ajudar os outros – sem ganhar nenhuma remuneração financeira para isso. Já a recompesa que vem ao ver nascer um sorriso de agradecimento sincero… ah, deste tipo eles têm aos montes.

Muitas pessoas não sabem, mas o Brasil é um dos campeões na área do voluntariado. Somos um povo solidário, que (de várias maneiras) se compromete em fazer com que, de pouquinho em pouquinho, sigamos no caminho de melhorar a vida dos seres que vivem por aqui.

Você não tem tempo para realizar um trabalho oficial como voluntário de uma instituição? Não torne isso um dilema. Ser voluntário é muito mais do que estar em um “tal” dia ou horário em um lugar específico. Ser voluntário é algo muito maior e que felizmente vem sendo ensinado às novas gerações, tanto pelas famílias quanto pelas escolas.

Ser voluntário é ser simpático e dar uma informação com alegria a alguém que está perdido, mesmo que isso signifique que você possa perder o seu ônibus. É (já que falei de ônibus) dar seu lugar na cadeira a uma pessoa mais velha ou uma grávida, alguém que precisa disso mais que você, mesmo que isso signifique ficar apertado no horário do rush.

Ser voluntário é não jogar lixo no chão, mesmo que isso signifique que você tenha de colocá-lo dentro de sua bolsa, do bolso da calça ou simplesmente segurá-lo até que surja uma lixeira ou um local adequado para colocar a sujeira [e, se você acha que cenas como pacotes vazios de bolachas só acontecem envolvendo ônibus e gente simples, infelizmente você está errado. Eu mesma já fui testemunha de lixo sendo jogado descaradamente na rua, saindo de janelas de carros último tipo. Uma vergonha].

Ser voluntário é ajudar uma pessoa a atravessar a rua quando ela tem dificuldade para isso. É carregar um pacote pesado quando a outra pessoa está com dificuldades, é abrir a porta do elevador para alguém. É pensar antes de jogar pilhas no lixo comum que isso vai contaminar os rios, a água e provavelmente a nós mesmos mais tarde [as agências do Banco Real e as unidades da Drogaria São Paulo recolhem este tipo de material sem custos para quem leva, dando a ele destino adequado].

Existem inúmeras formas de ser um voluntário. Com certeza você pode encontrar a sua, seja ela grande ou pequena.

Talvez seja apenas um sorriso e, naquele momento, tenha mais valor do que qualquer outra coisa.

campeões, medalhas e sonhos

Os comentários são todos para eles: César Cielo e Maurren Maggi [e mais tarde as meninas do vôlei]. Atletas de ouro, que fizeram o Brasil vibrar de alegria e orgulho. No meio das madrugadas e manhãs, gritos que significavam tudo. Aquele “yes” com que a gente comemora, mais que tudo, a batalha, o esforço, a superação da dor, a entrega ao sonho.

Tivemos centenas de vitoriosos nestas Olimpíadas de Pequim 2008, na China, que encheram os olhos do mundo de esporte e de magia, mostrando [meu Deus, o que foi aquela cerimônia de abertura?] que sempre existe chance para quem vai atrás do que deseja de coração aberto.

Claro que a gente erra, tropeça, quebra a cara e – muitas vezes – têm de respirar fundo e reiniciar, engatinhar, tudo de novo, lá do comecinho, aprendendo cedo ou tarde com nossos erros, ouvindo palavras que ferem tão fundo que parece que a gente vai ficar ali parado, sem respiração, chorando pra sempre.

Mas aquele amor que a gente leva dentro do peito não nos deixa desistir. Nos leva pra frente, nos faz acreditar, fortalece o que temos de melhor. A cada vitória – e em alguns casos todas elas têm peso de ouro – uma porta se abre.

A cada chance de corrigir caminhos errados e seguir em direção ao arco-íris, mesmo que isso signifique pedir desculpas, arriscar ouvir o “não” para algo que é praticamente parte de você, vale a pena. Sem trapaças, sem mentiras, sem atalhos.

Vale se jogar de cabeça e sair nadando em direção ao que seu coração mandar, vale correr e saltar em direção ao seu sonho. Vale chorar, abrir o coração, pedir perdão, suar para que desculpas não sejam apenas palavras, mas se tornem ações que mostrem que você está lutando limpo por suas chances e que não vai desistir de suas medalhas.

Ninguém vai lutar seus sonhos por você. Se você acredita de verdade neles, faça por merecer o lugar mais alto do pódio, e corra sem parar atrás da felicidade.

intervalo

Saber que as pessoas voltam ao meu blog sempre, receber o retorno, os comentários, é algo muito gratificante para mim. Por isso, em consideração àqueles que chegarão por aqui nos próximos dias – fazendo a primeira visita ou a centésima, não importa – aviso que estarei fora do ar entre os dias 18 (amanhã) e 21 (quinta-feira).

Mas prometo postar assim que retornar, principalmente agora que além do email, o blog virou minha única forma de comunicação virtual, pessoal e profissional, fora os contatos tradicionais.

Que todos fiquem bem e voltem sempre!

a chegada do texto de veríssimo

Dizem que, se a gente prestar bastante atenção a tudo o que acontece à nossa volta, sempre teremos dicas de se o que estamos pensando ou para onde estamos caminhando é o certo (pelo menos para nós!). Eu acredito nisso, nos sinais que recebemos da vida. Mesmo quando você se sente no meio de uma tempestade e tudo o que tem nas mãos é um guarda-chuva chinês daqueles bem vagabundos que parecem se autodestruir com qualquer ventinho mais forte…

A vida da gente, é a vida da gente. Como diz o malandro: “cada um com seus problemas”! E foi por isso que escolhi fazer do meu blog um site onde as pessoas encontrassem informações úteis, textos legais, que fizessem pensar ou simplemente trouxessem novidades, diversão. E, claro, dar minha opinião no meio de tudo isso. E foi o que fiz, continuo fazendo e – que ótimo – está sendo algo que acrescenta algo na vida das pessoas, que elas gostam de ver, de voltar, de saber.

Mas, voltando aos sinais que a vida nos concede, no meio da minha tempestade com o tal guarda-chuva chinês recebo um texto do Veríssimo, que simplesmente misturou minhas lágrimas ao temporal… O meu sinal, de tantos. Então, sem mais “delongas”, com vocês o genial Luís Fernando Veríssimo:

 

Pensando bem em tudo que a gente vê e vivencia / e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. / Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho! / Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.

Aí é a hora de procurar a pessoa errada. / A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor… / A pessoa errada é, na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. / Essa pessoa vai tirar seu sono. / Essa pessoa talvez te magoe e depois te encha de mimos pedindo seu perdão.

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, / porque a vida não é certa. / Nada aqui é certo! / O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, errando, acertando, querendo, conseguindo…

E, só assim, é possível chegar àquele momento em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo”. / Quando, na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente…

nunca é tarde demais pra fazer a coisa certa

Na verdade, não sei nem se a frase aí de cima é um provérbio ou apenas um pensamento sábio que se eternizou pelo mundo. Tem até a famosa versão em inglês que diz: “It’s never too late to do the right thing”. Esse é o assunto do meu post de hoje exatamente porque fazer a coisa certa se tornou praticamente um mantra na minha vida nestes últimos tempos.

Sempre fui muito teimosa, a dona da verdade, aquela que quer ter razão em todas as discussões, mesmo quando nem tem tanta certeza do que está falando. Um horror, chances de 99% para errar. Tenho história familiar pra isso, o que não é um argumento forte o bastante para não me fazer enxergar e mudar. Outro erro, que acho que acontece com muita gente por aí, é transferir ressentimentos para quem não tem a nada a ver com a história que gerou essas mágoas. É injusto e pode ferir alguém que apenas está ali para dar e receber o seu amor – o que poderia ser uma das suas únicas chances de ter alguns tipos de amor.

O que faz uma pessoa realmente ir fundo no que está errado e dar uma chance para o certo? Muitas coisas, depende muito de cada um, do que mexe fundo dentro de cada pessoa. Eu encontrei o meu bom caminho há poucos meses. Foi lento, claro. Você vai mexendo em uma coisa ali, organizando outra aqui. Dói, requer paciência, respirar fundo de vez em quando e ver que vale a pena, pois os resultados, as respostas, são muito melhores do que o que você costumava ter antes.

Porém tudo o que demanda tempo, demanda risco. Isso porque o relógio não pára e nem sempre temos a felicidade de acompanhá-lo na velocidade que gostaríamos. E, de repente, vem o susto, aquele que faz seu coração parar de bater por alguns segundos, que diz que você correu, da maneira certa, sem trapaças ou artifícios, mas chegou tarde. Descobre que as chances que você sempre sonhou, e não teve, já foram vividas e você não estava lá.

Mas é preciso continuar e isso significa continuar a fazer a coisa certa. Continuar a buscar seus erros e transformá-los, na medida do possível, em acertos. Para que você possa – bem lá na frente - ter a certeza de que tentou e descobrir, de repente, que sempre é tempo de fazer a coisa certa.

fora do peso? adivinhe: você não é o único!

É meio que uma febre mundial. A explicação simplista e generalizada vêm da combinação [muitas vezes mortal] do aumento do consumo de alimentos nada saudáveis e muito calóricos com o sedentarismo da vida moderna, que também cresce cada vez que o pessoal da tecnologia inventa alguma coisa pra facilitar o dia-a-dia.

Pois por esses dias, recebi uma newsletter do site Boa Forma Loja, da Carla Anjo, especializado na venda de produtos Herbalife por preços imbatíveis com atendimento de primeiro mundo [para aqueles que se perguntaram: sim, eu uso e recomendo os shakes como auxiliares no processo de emagrecimento e quem torce o nariz mesmo sem conhecer ou já usou e não teve resultados, porque não o fez da maneira correta, deve reservar um pouco do seu tempo para repensar esse assunto... eu e várias amigas tivemos ótimos resultados, tanto que continuamos usando mesmo depois do tempo de manutenção do programa]. Mas, voltando, o e-mail reproduzia uma matéria sobre a situação brasileira em relação à obesidade, cuja fonte é o jornal O Globo, e que reproduzo ipsis literis abaixo (com alguns comentários pessoais entre chaves e em itálico).

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Quase 50 milhões de obesos no Brasil: pesquisa mostra que 49,4 milhões de brasileiros estão acima do peso

Estudo feito pela empresa de pesquisa LatinPanel mostra que 41% dos brasileiros com mais de sete anos estão acima do peso, num total de 49,4 milhões de pessoas. Entre as crianças com idade entre 7 e 12 anos, 35% estão com excesso de peso, um dado considerado alarmante pelos pesquisadores. Há mais mulheres com sobrepeso ou obesas do que homens [o mundo é injusto, verdade?]. Entre as mulheres ouvidas na pesquisa, 42% estão acima do peso. Entre os homens, o percentual é menor, 38%. De acordo com a pesquisa, 15% das mulheres e 12% dos homens brasileiros estão acima do peso.

A LatinPanel ouviu 25 mil pessoas, representando 82% da população brasileira e 86% do potencial de consumo. O estudo relacionou o índice de peso dos entrevistados (baseado no IMC – Índice de Massa Corpórea – adotado pela Organização Mundial de Saúde) classificando-os em quatro grupos: abaixo do peso, dentro do peso, com sobrepeso e obesos. Com base nestes dados foram identificados por grupo hábitos alimentares, prática de esportes, cuidados com a saúde e atitude com os filhos.

O problema da obesidade está relacionado com hábitos de alimentação pouco saudáveis. Segundo a pesquisa, 66% das pessoas comem sobremesa regularmente, 68% beliscam entre as refeições, 55% jantam vendo tevê e 81% bebem líquidos durante as refeições [hummm, tá parecendo familiar...]. Entre os obesos, só 12% se preocupam em ler os rótulos nutricionais dos alimentos e só 10% procuram produtos com menos gordura. Na média da população, 14% lêem rótulos e 18% procuram produtos com baixo teor de gordura ou sem gordura.

Os hábitos estão refletidos também nos produtos comprados. Nas residências onde a dona da casa é obesa são comprados 20% mais refrigerantes e leite condensado do que a média nacional, 17% a mais de farinha de trigo [ah, aqueles bolos, tortas, pães caseiros] e creme de leite e 16% mais maionese e óleo. O gasto com compra de alimentos e bebidas é 10% maior do que a média. Nas casas onde, mulher, marido e/ou filhos são obesos, o consumo de maionese chega a ser 75% superior à média [!!!!!!!!!!]. Nada menos do que 66% das casas onde moram obesos têm salgadinhos.

Nas residências onde as donas-de-casa estão abaixo do peso foram registrados 40% mais consumo de chá pronto, 17% de bebidas à base de soja e 8% a mais de adoçantes [tirando o chá pronto, parece a casa da minha irmã que, "coincidentemente", é uma adepta da Herbalife].

O comportamento das mães também influencia os filhos. Nada menos do que 39% das mães com crianças até 8 anos ameaçam o filho com castigos se ele deixar de comer. Além disso, 48% das mães que transformam a ida a uma lanchonete como lazer estão acima do peso [e, por tabela, os coitados dos seus filhos... que tal ir andar de bicicleta em algum parque??].

Além de escolher alimentos pouco saudáveis, os mais obesos fazem poucas refeições por dia. Normalmente, os nutricionistas orientam as pessoas a comer alguma coisa de quatro em quatro horas (seis refeições por dia). Segundo a pesquisa, 48% das pessoas que estão acima do peso fazem apenas um ou duas refeições diárias. Em compensação, só 24% das pessoas que fazem mais de sete refeições ao dia estão acima do peso [provavelmente porque alguns "lanchinhos" devem ter bem mais calorias do que devem, tipo um pacote de salgadinhos ou uma barrinha de chocolate "inocentes"].

A prática de esportes também tem sua parcela de contribuição. Mais de 80% dos pesquisados disseram que praticam algum tipo de esporte e 53% estão na faixa de peso ideal [o que não significa que, se você faz parte desta porcentagem, vai conseguir entrar naquela calça "skinny", cujo direito de uso está restrito a quem, pela tabela do IMC, está no limite mínimo de peso ou abaixo dele...]. Mas 47% deles continuam acima do peso. Porém, enquanto as pessoas dentro do peso preferem atividades como futebol (66%), academia (63%) e ciclismo (63%), quem está acima do peso opta pela caminhada (55%) [moral da história: esqueça aquelas tardes agradáveis caminhando tranqüilamente, tem de fazer musculação e acelerar, seja lá o que você escolheu fazer, para perder peso].

O instituto concluiu que há ainda correlação entre renda e obesidade. Nas classes A, B e C, 14% das pessoas estão acima do peso, contra 13% nas classes C e D. A diferença é pequena, mas se acentua de acordo com a região. No interior de São Paulo, 44% das pessoas estão acima do peso. Nas regiões Norte e Nordeste, o índice cai para 37%. Grau de instrução, no entanto, não influencia: estão acima do peso 46% das pessoas com alta escolaridade e 44% dos indivíduos com baixa escolaridade.

Como era de se esperar, a pesquisa mostrou ainda que as pessoas acima do peso têm mais problemas de saúde. Do total de entrevistados, 14% disseram já ter sofrido de alguma doença do coração e 59% deles estavam acima do peso.

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OK. Preciso dizer que fiquei chocada com a reportagem. Primeiro por imaginar que existem lugares em que a situação está bem pior, como nos Estados Unidos. Depois por me dar conta [tenho de confessar] que fiquei dentro do grupo de sobrepeso por um bom tempo, mas que com a ajuda de vários fatores – Glaucia Duarte, endocrinologista séria e que sabe ouvir; o controle da quantidade/qualidade/freqüência da alimentação, os shakes da Herbalife e a volta paulatina dos exercícios físicos – voltei a me sentir saudável e de bem comigo mesma [que considero o mais importante de tudo isso].

Já se foram quase 5 quilos a quase um mês do início do que chamo de “minha revolução particular”. Pra isso tive de me comprometer com o meu objetivo, determinar metas [no que o MetaSmart, que indico em meu post ajuste as velas sabendo para onde vai, está ajudando], ou seja, foi preciso reorganizar e mudar a minha forma de enxergar a vida. Pelo menos se eu queria mudar a forma como eu a estava vivendo.

Ler notícias como esta aí de cima me incentiva a seguir em frente e a tentar levar comigo as pessoas que amo e todos aqueles que querem aproveitar o tempo aqui neste mundo com qualidade. E só podemos ter momentos de felicidade plena se estamos saudáveis, por dentro e por fora [porque os cuidados que mudam tudo por dentro acabam, claro, se refletindo na sua pele, no seu cabelo etc].

O melhor? Nunca é tarde demais para começar, pois vale o presente, o agora. A escolha é só sua e acredito que você queira ficar do lado positivo das estatísticas e da vida. Esta é a hora.