act responsible: futuro melhor para todos

Nunca consigo começar um post sem dar uma pequena introdução do por quê estou chegando neste assunto… Então, se você não é dos mais pacientes, pule direto para o quarto parágrafo!  =]

Estou fazendo um trabalho muito interessante como fotógrafa de um dos canais de divulgação da ESPM [Escola Superior de Propaganda e Marketing]. O trabalho em si parece simplista: cobrir praticamente todos os eventos que acontecem no campus, localizado no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. Mas de simples não há nada aqui. Tanto no número de eventos que acontecem sem parada [muitas vezes mais de três em um mesmo dia], até no conteúdo excelente apresentado por professores e profissionais de destaque em suas áreas de atuação - para alunos, futuros interessados, estudantes do ensino médio. A lista é grande.

A revista, batizada ESPM+, leva informações bem interessantes aos possíveis candidatos aos cursos oferecidos pela instituição. Tudo com o jeito diferenciado da ESPM, cheio de estilo e de muita qualidade. O bom de tudo isso é que, ao cobrir tanta coisa legal, acabo por absorver dados e dicas que não tive nem em minha época de faculdade. A coordenadora de Marketing da instituição Renata estava falando a verdade quando me disse que fazer este trabalho me daria um MBA resumido na área do marketing.

O que me faz chegar ao assunto do post: a ACT Responsible, que como o próprio nome já diz é uma mostra sensacional de peças impressas e de mídia eletrônica [televisão] que tem como principal objetivo chamar a atenção das pessoas para a importância das ações de responsabilidade socio-ambiental. Todos os trabalhos foram reconhecidos internacionalmente. alguns premiados, e vieram diretamente de Cannes, na França, o maior festival anual de propaganda do mundo, durante o qual estavam sendo exibidos.

Seria impossível passar por aqui tudo o que está lá. E, infelizmente, como descobri há dias sobre o evento, o tempo para visitá-lo está apertado. A exposição fica por aqui somente até a quarta-feira, dia 1 de outubro, das 9h às 21h, nas dependências da ESPM. O endereço é Rua Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana, São Paulo, SP.

Encontrei algumas das peças de vídeo que estão sendo exibidas. Cinco Seis delas eu exibo aqui [por ordem de cima pra baixo: Inpes, Free hugs; Greenpeace, Sperms; GE, Ecomagination; Índigo, Reading inspires kids; Du bist deutschland, Babies; WWF, Um dia vai voltar pra você]. Tinha mais outra peça legal, mas como remetia meu post A “tal” Lei Seca, postei ali, como atualização. Se puder, dê uma conferida.

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=NuqRNBTb3Tg]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JPupcLb929g]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=TifeJZj7umA]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ZaATkGIFlxM]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=fTh92FnV_i4]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Bxb4HUEtbBs]

dia de perdão, mais leve fica o coração

Perdoar. Amar. Perdoar. Amar. Deveriam ser os verbos mais conjugados e vividos por todos nós nesta nossa curta passagem por aqui. Ontem foi o Dia da Compreensão Mundial. Hoje é o Dia do Perdão. Emoções poderosas que podem mudar a nossa vida.

Até a própria ciência já provou o mal que a mágoa, o rancor, o ódio fazem à saúde física e mental das pessoas. É preciso aceitar o que passou e  aprender com o que nos acontece. Ninguém gosta de lembrar de algo que não foi legal, momentos de raiva, quando o coração se aperta de tristeza.

Mas, quando isso virou história e está lá atrás, pra que trazer todos aqueles sentimentos ruins de volta? Por que não perdoar de verdade? Quando a gente ama e perdoa de verdade, por pior que tudo tenha sido, nosso coração, nossa mente, nossa alma, se acalmam – e o amor vence.

Sempre fui muito “respondona”. Éramos chamados assim na minha época de criança ao reagir àquilo que não concordávamos ou quando discutíamos em vez de falar: “ah, deixa pra lá” [acho que só estou aprendendo isso agora e olha que eu tenho quase 37 anos...]. Eu sempre queria ter a razão, ter a última palavra e isso, claro, gerava brigas, algumas bem feias, na família [porque brigar, vamos combinar, é algo do que de pior existe no mundo]. Porém, da mesma maneira que brigava, minutos depois [se me deixassem, ali, quietinha], me arrependia e ia fazer as pazes, agradar àquela pessoa que eu tinha magoado, mostrar que o meu amor não tinha mudado.

Simplesmente, não consigo odiar e ter rancor de quem amo. Porque amo. A raiva não consegue ganhar a briga por muito tempo, porque meu coração é bem mais forte. Um guerreiro. Ele normalmente é quem toma as decisões por aqui - deixando meu cérebro completamente atordoado e espremido em um canto – o que muitas vezes me deixa em situações complicadas, mas também cria uma barreira para a mágoa.

Claro que tive motivos para isso muitas vezes. Somos todos humanos, imperfeitos, caminhando para nos tornarmos melhores a cada dia que passa. Quando compreendemos e perdoamos de coração, admitimos o nosso amor, damos mais uma chance a ele - tiramos um grande peso de cima de nós.

Mais que isso: estamos abrindo o caminho para retomar o crescimento dos sentimentos bons, aqueles que nos levaram a amar aquela pessoa, e indo em direção à [verdadeira] felicidade. Aquela que só existe quando você se vê amada, no reflexo do brilho dos olhos de alguém a quem se ama.

dia nacional de combate ao fumo: quer rir?

Eu, como boa jornalista, não só no sentido da qualidade do meu trabalho [modesta a menina], mas quanto às características da profissão, sou dotada, entre outras coisas, de uma fome de conhecimentos, uma curiosidade sobre tudo e uma mania de dar opiniões [bom, talvez este último fique mais restrito à minha personalidade...].

Costumo ser bem sincera sobre o que acho sobre o cigarro. Não fumo, não gosto, sou contra ser uma fumante passiva. Confesso que talvez seja até um pouco radical, mas acho que já temos provas [científicas principalmente] suficientes para confirmar o mal que ele faz à saúde das pessoas.

Não que eu não tenha amigos ou conhecidos que fumem. Muito pelo contrário, minha mãe fuma, minha tia fuma. Acho que seria meio difícil evitar isso, já que o que vale em uma pessoa é sua personalidade, aquilo que ela leva de legal dentro dela. Mas já reparei que o número vem diminuindo com o passar do tempo. Porque, além das pessoas estarem dando mais atenção à qualidade de vida [que automaticamente engloba a boa saúde], existem mais fumantes querendo sair dessa fria. No que sou, sempre que posso, a maior incentivadora.

Mas tem gente que prefere rir de tudo isso e continuar fumando, tipo “meu avô fumou dois maços de cigarro desde os 18 anos e viveu até os 90″ ou frases do gênero… Então, já que muitas pessoas preferem rir sobre o assunto, vou publicar aqui um vídeo sensacional, que já bombou na internet [acho que os mais de 250 mil acessos são suficientes para confirmar que vale a pena ver], engraçadíssimo, e que faz as vezes de aviso – mesmo que ele venha disfarçado de comédia stand-up.

Com vocês, Danilo Gentili! [mais abaixo, dicas que podem ajudar a quem quer sair do enrosco...]

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=k67eGZH7NIk]

 

Atualização 1 = parece que a Pfizer lançou um medicamento meio revolucionário para o tratamento do tabagismo. Não sei muito sobre o assunto, mas uma amiga me disse que usou por alguns meses e que, além de ajudar a parar com o vício, tira a fome [acabando com a desculpa de que largar engorda]! O site oficial é o www.euqueroparar.com.br.

E a Folha de S.Paulo publicou hoje uma lista dos locais, na cidade de São Paulo, onde procurar ajuda para vencer essa batalha. Confira em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx1809200806.htm

 

Atualização 2 = o filme abaixo é o oposto do aí de cima, sério, conscientizador. Estava na mostra internacional ACT Responsible [leia mais no meu post ACT Responsible: futuro melhor para todos], sediada no Brasil pela ESPM [Escola Superior de Propaganda e Marketing], em São Paulo.

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IJHFL7nBU8w]

 

o lado coração da ciência

É interessante essa relação da ciência com os sentimentos, com a emoção, com a intuição, com a alma. Uma briga de foice. Mas de vez em quando a gente encontra quem consiga relacioná-las de maneira a, no mínimo, valorizar a importância das duas para a nossa vida.

O jornal Folha de S.Paulo de hoje, trouxe, no caderno Equilíbrio, uma coluna muito interessante sobre isso, na área de Neurociência. Escrito pela neurocientista, Suzana Herculano-Houzel*, me lembrou a mim [e acredito que lembre a quase todos que o lerem], me fez parar e pensar que talvez o que passo agora me fará aprender a valorizar o presente. Confira o texto na íntegra:

 

Sofrer por antecipação

Dizem os livros didáticos que o sistema nervoso serve para “detectar estímulos e responder a eles”. Pode ser – mas isso até amebas e bactérias fazem, e com uma célula só. Um indivíduo que apenas detectasse estímulos e respondesse a eles, ainda que de forma coordenada e organizada, viveria eternamente no presente, incapaz de enxergar para frente ou para trás no tempo, e não teria a menor capacidade de reviver experiências do passado, fazer planos para o futuro – nem de sofrer por antecipação.

Não consegui deixar de pensar nisso no dia mais longo da minha vida: terça-feira passada, quando meu pai tinha uma cirurgia cardíaca marcada para contornar três coronárias muito obstruídas.

Meu cérebro há semanas vinha se torturando com o risco da cirurgia, desde quando os médicos decidiram que nem três fileirinhas de stents resolveriam o assunto. Imaginava, apesar de meus protestos pré-frontais, todo tipo de catástrofe que poderia acontecer durante a cirurgia – do choque anestésico ao coração não voltar a bater -, e várias vezes sofri por antecipação o anúncio da morte do meu pai, com os requintes de como passá-lo aos netos, para quem o avô é Deus.

Meu plano para o dia da cirurgia era trabalhar normalmente no laboratório, para passar o tempo. Tolinha. Acordei pensando que meu pai já devia estar entubado, com o tórax aberto. Experimentei levantar, mas descobri que apenas andava desnorteada pela casa, querendo que meu marido decidisse por mim se deveria comer, me vestir ou beber água.

Acabei arranjando um trabalho repetitivo para fazer no computador, que durou até a noite, quando minha mãe ligou dizendo que havia acabado e estava tudo bem. Chorei de alívio, e meus pensamentos catastróficos cessaram.

A neurocientista de plantão explica. Mesmo sem aviso dos sentidos sobre a cirurgia, a muitos quilômetros de distância, meu cérebro possui um hipocampo capaz de projetar para o futuro combinações de suas memórias sobre meu pai e cirurgias, que influencia o hipotálamo a fazer o corpo sofrer de acordo. Eu vivo, lembro do que vivi e faço previsões para o futuro. Se elas não são boas, sofro desde já – e tiro vantagem do aviso sobre quanto amo meu pai para aproveitar bastante os dias ao seu lado.

Para mim, portanto, o sistema nervoso é aquele que, entre outras coisas, dota os animais de passado e futuro.

E, agora que meu pai está bem de novo, me permite até voltar a curtir o presente com ele.”

 

*é professora da UFRJ e autora do livro “Fique de bem com seu cérebro” (Editora Sextante) e do site “O cérebro nosso de cada dia” (www.cerebronosso.bio.br).

aprender a pedir desculpas: para o irreparável

É sempre difícil ouvir verdades que ferem. Pior ainda se vierem da pessoa mais importante da sua vida. No meu caso, uma delas – dita algumas vezes – foi que eu não sabia pedir desculpas. Ficava ali, entalado na minha garganta e eu não conseguia simplesmente dizer “desculpe, eu errei”.

Provavelmente uma defesa para não me sentir diminuída – o que não teria acontecido. Eu estaria apenas corrigindo algo de errado em mim e deixando aliviada a pessoa que, mesmo sabendo que desculpas não mudam o que já aconteceu, vê que existe em você um senso de equilíbrio, de razão, e perdoa.

Hoje, mesmo tendo que passar por várias situações dolorosas [pra dizer o mínimo], sei que pedir desculpas é muito mais fácil e, melhor que isso, mais libertador do que jamais imaginei. Claro que, além das desculpas, você tem de se concentrar em não errar. E que algumas vezes o erro é irreparável. Você pode pedir desculpas, mas não sabe se elas serão aceitas, se seus motivos [se eles existirem] serão compreendidos, se a mágoa será esquecida no futuro.

Até aqui, acho que a mensagem é válida para zilhões de pessoas… Não costumo usar o blog para falar de acontecimentos de minha vida. Ele é minha fonte de expressão, sobre o que acontece no mundo e que eu gostaria de comentar, deixar minha opinião. Hoje, quebro essa regra [um pouquinho, já que o início do post serve para praticamente todo mundo]. Talvez até seja um bom conselho ou se torne, de repente, um aviso para alguém que possa um dia passar por isso. Quem sabe?

Quando escrevi meu livro, assim como sei que ajudei muitas pessoas a compreender uma situação difícil, magoei a outras tantas pessoas - mesmo tendo sido extremamente respeitosa na maneira de tratar o tema. Naquele momento, quando você realiza o sonho de ver um trabalho seu publicado, sua vontade é ajudar o maior número de pessoas e para isso é preciso divulgar.

E aí fiz meu pior erro. A última grande matéria sobre a história do livro foi publicada em uma grande revista. Os resultados para mim, comercialmente, foram mínimos. Mas para algumas pessoas, muito próximas, queridas, que não mereciam, foi ferino e triste. Trouxe de volta, tanto tempo depois, a parte ruim da minha história, que não era o que eu queria.

Depois de muito tempo e de várias mudanças internas, pedi perdão às pessoas que eu poderia ou teria como pedir. Neste momento gostaria de pedir também àquelas que não seria possível me aproximar e falar: “desculpe-me, por favor, eu errei”.

“Desculpem-me, por favor, eu errei.”