já praticou gentileza hoje?

Estava relaxando ao ler a Marie Claire [que considero uma das melhores revistas femininas hoje] de janeiro quando me deparei com um artigo que pregava a prática da gentileza - não apenas quando necessária ou obrigatória, mas durante os 365 dias do ano. Pensei que não faria nada mal iniciar, em meu retorno “oficial” ao blog, publicando os gestos gestis sugeridos pela matéria e com os quais concordo em gênero, número e grau [e que, por conta do cotidiano estressante das grandes cidades ou de problemas pessoais, todo mundo esquece de vez em quando].

Que o mundo possa ser cada dia mais um espaço de gentileza, e não de guerra e ódio, entre as pessoas.

Ao seguir sugestões como essas, mesmo ao incorporá-las aos poucos em nosso dia-a-dia, quem sabe conseguimos nos tornar agentes positivamente transformadores? Nesse caso, a “união faz a força” e TODA a diferença nos resultados a se alcançar. Vamos praticar! Com certeza um dia, vai acabar voltando pra você. Acredite.

  • Faça uma lista com as datas de aniversário de pessoas queridas e não deixe que passem em branco.
  • Respire profundamente, leve o ar até o abdome e expire longamente todos os dias. Essa é uma gentileza com o corpo.
  • Ajude um colega aterefado: uma coisinha à toa pode fazer diferença para quem anda sobre carregado.
  • Dê passagem: na rua, no elevador, no banco, no trânsito. Sempre que puder, ceda sua vez.
  • Não esqueça das palavras mágicas: bom dia [ou boa tarde, boa noite], por favor, com licença, obrigada. Inclua também o “posso”? Ou ainda: “que bom”!
  • Surpreenda uma pessoa do seu convívio dando a ela algo que você adoraria receber. Pode ser um elogio, um abraço ou apenas ouvidos. E isso em um dia qualquer, sem motivo especial.
  • Não tenha medo de ser piegas. Se a chance se apresentar, ajude uma pessoa idosa ou uma criança a atravessar a rua. Ou resgate um gatinho do telhado!
  • Em casa, não dê uma de “rainha [ou rei] do controle remoto”. Use a justiça e alterne o poder. E, se ele estiver em suas mãos, consulte os outros antes de mudar de canal.
  • Vai se atrasar para um encontro ou uma reunião? Ligue para avisar, justifique-se. O tempo da outra pessoa é tão precioso quanto o seu.
  • Retorne os telefonemas, responda aos e-mails, agradeça os convites que receber – mesmo que não possa ir. É sinal de consideração e ajuda a manter o tom de cordialidade nas suas relações.
  • Em uma situação em que várias pessoas estão debatendo ideias, escute primeiro e aguarde o seu momento de argumentar. É uma atitude sábia que valoriza a palavra do outro e também a sua.
  • Sempre agradeça os favores que lhe fazem e as coisas bacanas que lhe oferecem. Reconhecer a cortesia alheia é um modo de ser gentil.
  • Elogie [sem economia!] o bom desempenho de um colega ou de um funcionário.
  • Vai receber amigos para jantar? Faça aquele prato que a turma adora. Eles têm uma criança pequena? Elabore um cardápio só para ela. A anfitriã especial é aquela que faz todo mundo se sentir especial.
  • Foi você quem recebeu o convite? Descubra o que poderia deixar o dono da casa feliz e chegue com algum mimo – flores, vinho ou sobremesas.
  • Valorize o aspecto feminino de sua mãe. Reconheça nela a mulher, com seus desejos, intuições… ou alguma outra fraqueza por rosas, cremes e perfumes.
  • Se você tem filhos, valoriza as coisas boas que eles trouxeram para sua vida. Diga isso a eles, mesmo que ainda sejam pequenininhos.
  • Cuide do jardim, coloque flores na casa. Agradeça a presença de uma árvore no seu caminho. Invente o seu modo de reverenciar a Terra, a nossa grande mãe.
  • Elogie seu amor. Seja namoro, casamento ou algo que você gostaria que ficasse mais sério.
  • Faça valer a máxima “aceitar a diferença”. Pense em algo que não compartilha com quem te faz companhia e aceite que é uma escolha diferente da sua.
  • Ofereça um presente que faça quem você ama feliz. Pense no prazer da outra pessoa e não no seu – mesmo que isso implique em fazer algum sacrifício.
  • Está sem par? Reúna-se com amigos na mesma situação e divirtam-se! Façam um brinde aos homens, às mulheres e ao amor.
  • Sorria sempre. É um jeito de receber bem as pessoas e ser bem recebida. Basta ser cordial. Não é o caso de demonstrar alegria ou afeto, se você não sente isso. A gentileza é uma delicadeza, nunca uma simulação.
  • Viu alguém atrapalhado, carregando mil pacotes ou um objeto pesado? Dê uma mãozinha.
  • Cultive apenas pensamentos positivos. Esvaziar-se das toxinas mentais alivia… E, se você estiver bem, a chance de ser atenciosa com os outros aumenta.
  • Doe o seu tempo e faça companhia para quem está de luto ou sofrendo com solidão. A prensença de um amigo é tudo nessa hora.
  • No Dia dos Pais, dê um presente ou um abraço no seu pai, avô, no pai dos seus filhos. Valorize a força do homem e da paternidade.
  • Não julgue nada nem ninguém [vale pra você também]. Diante de uma situação desagradável, não acuse nem se mortifique. Apenas registre suas sensações. Esse exercício aumenta o grau de tolerância às imperfeições.
  • Depois de meses de gentileza, se você começar a se sentir “superior” por ser uma pessoa tão legal, encare esse orgulho com humor – ótima hora para rir de si mesma e da sua empáfia!
  • Chame um amigo para um cinema ou um café. Diga como é bom fazer esse programa juntos.
  • Mesmo depois de um longo dia de trabalho, passe um tempo com seus familiares. Ouça suas histórias.
  • Seja uma pessoa delicada com as suas necessidades e seus desejos: identifique-os e respeite-os.
  • Mande um pedaço de bolo ou de pizza para o porteiro quando houver comemorações na sua casa.
  • Faça um bem. Qualquer um.
  • Tenha paciência com os chatos. Use o bom humor como antídoto e exercite a paciência.
  • Expresse gratidão a quem lhe ensina – seja um professor ou um amigo. Dê flores, um abraço ou, se isso fizer sentido para você, ofereça uma oração.
  • Conte aos filhos, ou crianças do seu convívio, algo que aprendeu com seus mestres inesquecíveis.
  • Empreste o ótimo livro que você terminou de ler.
  • Compartilhe os e-mails engraçados que recebe – mas não envie correntes. Até hoje ninguém morreu por ter encerrado umas dessas chateações.
  • A vida seria mais difícil sem a ajuda de uma empregada ou babá? Agradeça sinceramente o apoio delas.
  • Dê uma gorjeta generosa ao garçom.
  • Pare o carro para deixar uma pessoa atravessar, mesmo que ela não esteja na faixa de pedestres.
  • Avise quando a pessoa não percebeu alguma situação desagradável [sabe aquele verdinho no dente?].
  • Procure o lado bom das situações e das pessoas. E fale a respeito. O papo vai ficar mais interessante.
  • Convide o novo colega de trabalho para almoçar. Tire dúvidas, ajude-o a se familiarizar com o ambiente [mas, por favor, não faça fofocas maldosas].
  • Ofereça um almoço gostoso para alguém que perdeu um parente ou amigo querido.
  • Perdoe uma mágoa do passado. É muita gentileza dar uma segunda chance a alguém que pisou na bola.
  • Convide uma pessoa que esteja sozinha na noite de Natal para cear com sua família.
  • Ligue para um parente ou amigo distante para desejar um feliz Ano-Novo.
  • Surpreenda seu amor com um presente feito à mão [um quadro, o doce predileto, um CD onde você gravou as músicas que a pessoa adora].
  • E pra terminar, especial para as mulheres: combine de comprar e trocar calcinhas brancas com as amigas de coração. Usem no primeiro dia de 2010. É um talismã feminino de boa sorte!

o desafio do freio de mão

Todo mundo – pelo menos algum dia – imaginou como seria se a vida corresse sem freio de segurança, como se nada [nadinha mesmo] fosse obstáculo para viver intensamente cada segundo. Experimentar os momentos entregue em 100% dá medo. Os limites, apesar de restritivos e chatos, ajudam a manter a sanidade. A loucura anda de mãos dadas com tudo aquilo que não tem parada.

Como seria possível, então, viver com o freio de mão abaixado sem perder a cabeça? Ah, existem “zilhões” de maneiras de aproveitar bênçãos sem colocar-se em risco. As pessoas sempre acham que a emoção tem de vir do proibido, mas isso não é bem verdade. Há como acelerar o coração de outros modos, se estamos abertos para o desafio de perceber o mundo à nossa volta.

Neste mês que estou vivendo em um “universo paralelo” chamado Bahia, já tive chances e não as perdi. Olhei sem pressa o céu pintado de estrelas, procurei [e achei!] Vênus, as Três Marias, o Cruzeiro do Sul – e lembrei de como fui feliz ao lado do meu piloto-palhaço – mais vezes do que meus dedos podem contar. Dancei madrugada afora à luz da luz cheia [a primeira de 2009], pisando na areia e sentindo a brisa do mar em meus cabelos e em minha pele, arrepiando de pura emoção. Vi e segui vaga-lumes depois de 30 anos – montes deles! Participei do bingo dominical de Ano Novo do supermercado da região e lembrei de todas as festas juninas do colégio, quando eu só queria saber de ver as bolinhas numeradas cantadas e fazer “x” nas cartelas [e não é que eu dava sorte de vez em quando?]. Fora o céu azul, azul, azul… Uma moldura e tanto para o verde das plantas, o colorido das flores e das borboletas, o verde-turquesa do mar, o bege quase branco da areia, os barcos de pesca balançando na marola.

Há algum tempo fiz questão de começar a reparar ainda mais no que me cerca, mesmo quando estou na cidade grande trabalhando [estarei de volta na próxima quarta, dia 28]. Temos de viver inteiros cada instante -  que significa prestar atenção, de verdade, em nós mesmos e no que faz parte de nosso mundo. Reparar na bela árvore florida no caminho, escutar a música que vem das caixas de som de corpo e alma, sentir o vento bater na pele, observar as [infelizmente, poucas] borboletas que cruzam nosso caminho, se entregar a brincadeiras com os animais, abraçar com vontade e amor quem amamos ou que está precisando urgentemente de amor…

Uma de minhas últimas aventuras em minha estada na Bahia foi caminhar sozinha, por cinco horas seguidas, da praia dos Coqueiros em Trancoso até a praia do Espelho, próxima a Caraívas. Mágica pura. Depois vou escolher algumas fotos para o meu portfólio e prometo colocar o link aqui no blog. O que valeu mesmo foi passar por aqueles lugares onde parece que se está fora deste mundo, onde o tempo parece que parou e poucas pessoas passaram até hoje. Onde as conchas – uma daquelas coisas que os filhos de nossos filhos talvez não saibam identificar daqui algum tempo, como os LPs [quando foi a última vez que vc viu uma praia cheia delas??] – são tão presentes quanto as ondas de água mais do que transparente.

Tudo bem, eu cheguei com a batata da perna estirada por conta da areia muito fofa mesmo à beira-mar e morrendo de sede porque minha água acabou com o sol à pino… Valeu cada instante. Cada clique, cada olhar, cada passo marcado. Farei tudo de  novo. Não desta vez, porque preciso estar inteira para trabalhar daqui alguns dias, mas com certeza na próxima. Foi como percorrer o meu Caminho de Santiago particular, porque era apenas eu e minha vida, ali, no meio da beleza do quase intocado.

Não teria acontecido sem a coragem de vir, enfrentar os fantasmas, me dar a chance de achar – lá no fundo – o meu eu perdido no meio de tantos anos de nós [e neste caso acredito que o duplo sentido é totalmente válido].

A pergunta aqui é: você VIVE, dá chance para que o mundo ao seu redor se aproxime e faça parte do seu dia-a-dia de verdade? Não é preciso estar viajando em um lugar maravilhoso – embora nestas ocasiões seja mais fácil – para reparar na beleza dos presentes que recebemos [eles, sim, sem freio ou limites]. Estão em todas as partes e nos chegam a toda hora. Mas é preciso estar pronto para percebê-los.

Sei que o post vai ficar meio longo, mas queria terminar com a poesia Madrugada Melancólica, do nosso sensacional Manoel Bandeira, que tem tudo a ver e li [pasmem!] em um ensaio da revista Vip – o mundo não está tão perdido afinal…  :)

Por que não se dar a chance? Carpe diem e até a volta.

 

” O que adoro em ti, / Não é a tua beleza. / A beleza, é em nós que ela existe. / A beleza é um conceito. / E a beleza é triste. / Não é triste em si / Mas pelo que há nela de fragilidade e incerteza.

O que adoro em ti, / Não é a tua inteligência. / Não é o teu espírito suotil, / Tão ágil, tão luminoso, / – Ave solta no céu material da montanha. / Nem é a tua ciência / do coração dos homens e das coisas.

O que adoro em ti, / Não é a tua graça musical, / Sucessiva e renovada a cada momento, / Graça aérea como o teu próprio pensamento. / Graça que perturba e satisfaz.

O que adoro em ti, / Não é a mãe que já perdi. / Não é a irmã que já perdi. / E meu pai.

O que adoro em tua natureza, / Não é o profundo instinto maternal / Em teu flanco aberto como uma ferida. / Nem tua pureza. Nem tua impureza.

O que adoro em ti, / Lastima-me e consola-me!

O que adoro em ti / É a vida.”

baiano não nasce, estréia

Como já diz o ditado citado no título do post: baiano não nasce, estréia. A coisa por esses lados é pura energia positiva – muitas cores, luz do sol, magnetismo. O ritmo baiano é hipnotizante. A verdade é que eles só são lerdos para o que querem! E quem não quer uma vida assim, com praias paradisíacas ao alcance de alguns passos de dia e muita música e dança de noite?

Se eu estou gostando? Bom, acho que só preciso dizer, e aqueles que me conhecem já devem entender a mensagem, que depois de menos de dez dias já estou praticamente mudando de raça. Isso porque só tomo sol de chapéu, com FPS 30 e nos horários mais lights… Além de tudo, errei feio quando achei que iria engordar nas terras baianas, porque, ao deixar o carro em SP [antes eu viria motorizada, mas como minha mãe ficou aterrorizada me despachou via aérea mesmo...], estou andando feito louca pelas ladeiras de Trancoso, Arraial e cercanias!

Minha lista de amigos de fora que começou a se formar nos dias maravilhosos que passei no navio continua aumentando exponencialmente. Já tem o casal Valéria e Rodrigo, que conheci no Tostex por causa da Lua [a dog linda deles, claro] e mora em Manguinhos, no Espírito Santo, uma turma sensacional de ingleses moradores da cosmopolita Londres que tornaram minha noite de aniversário inesquecível - antecipadamente brindada com um jantar delicioso com Renata, Stefano, Ana e Danilo no Maritaca e um céu que tinha mais estrelas do que era possível contar. Nem lembro todos os nomes, mas “thanks” Paul, Bob, Scott & Matt, Leala, Rich & Julia [que na verdade é Argentina, de Buenos Aires], Lu & Mark, Georgina & Dave, everybody! You’re super special people, guys!

Também tem o Accacio, que me recebeu em uma de suas charmosíssimas casas, muito perto do condomínio onde fica a casa de Renata, amiga do coração e motivo de eu estar estes tempos por aqui. Tanto ela insistiu que acabei vindo e, agora que sei o caminho, valei-me Senhor, não saio mais daqui! Hahahahaha. Fora a lista paralela de destinos para visitar, que acompanha o ritmo.

E olha eu aí embaixo em clique da Rê que na minha volta deve virar mais uma das fotos de minha página especial. Fala pra mim, nada mal para 3.7, né não???  =]

 

37 anos sob o sol de Trancoso

37 anos sob o sol de Trancoso