no escurinho do cinema

Com esse friozinho que está começando a fazer em São Paulo nada melhor do que se mandar para uma boa sala de cinema e curtir filmes na telona. Eu amo. Sempre que posso dou a minha “saída estratégica pela direita” para me aventurar nas histórias que estão sempre entrando em cartaz.

Nesta última semana, com feriados espalhados a torto e a direito pela agenda, aproveitei para tirar o atraso de um dos meus gêneros favoritos: a comédia romântica [e seus similares nacionais]. Confesso que passei momentos deliciosos, com direito até a repeteco por conta da diversão garantida.

Estou falando do filme “Ele não está tão a fim de você” [He's just not that into you], baseado no livro com título quase idêntico, porém um pouco mais duro – “Ele simplesmente não está a fim de você”, de Greg Behrendt e Liz Tuccillo – que virou bestseller de auto-ajuda. É difícil imaginar, mas os roteiristas conseguiram transformar uma sequência de tópicos e dicas em um divertidíssimo emaranhado de situações tragicômicas entre personagens que têm suas vidas interligadas. Mas o mais sensacional é a sinceridade e a verdade existentes nos diálogos, nas situações apresentadas na tela. É praticamente impossível não se identificar. Vi duas vezes e veria outras se o preço das sessões não fosse tão estorcivo em nosso belo país.

Outro passatempo bem easy é “Os delírios de consumo de Becky Bloom” [Confessions of a shopaholic], baseado no primeiro livro da inglesa Sophie Kinsella, um bom motivo para sentar e pensar no que realmente é preciso ter para ser feliz… Uma forma bem humorada de tratar das loucuras consumistas que assolam a nossa sociedade hoje. Se bem que, vamos dar um descontinho pra pobre Becky, afinal, ela vive na cosmopolita Nova York e as liquidações por lá costumam ser verdadeiras operações de guerra contra qualquer ser humano que possua no mínimo um cartão de crédito!

A última sessão a comentar: o brasileiro “Divã”, com roteiro adaptado da obra da minha queridíssima Martha Medeiros [a quem já elogiei um tantinho aqui no blog]. Dando um banho de interpretação, Lilia Cabral protagoniza a história e nos faz rir e chorar na mesma medida – por motivos que vão da alegria enlouquecida à tristeza sem freio. Ponto para o diretor Cláudio Torres, filho de Fernanda Montenegro e irmão de Fernanda Torres, que consegue levar para a telona situações muito próximas de quem já viveu um grande amor que acabou com o tempo – ou seja, boa parte da população mundial…

Aproveitando a deixa cinematográfica, queria comentar o excelente “O curioso caso de Benjamin Button” [The curious case of  Benjamin Button], que ficou mais conhecido por ser o último filme do Brad Pitt do que por seu mérito de contar uma história diferente e emocionante. Foi, dos últimos filmes a que assisti, um dos melhores e, com certeza, deve fazer parte de minha DVDteca no futuro próximo. Tem roteiro adaptado de um conto de 1920 de Scott Fitzgerald, que faz a gente pensar profundamente sobre como é importante se concentrar no hoje, porque independente da direção que se esteja indo, o tempo passa e tudo muda – não temos controle sobre isso. Ótima interpretação do belo Brad Pitt [que só fica belo parte do filme, é bem verdade...] e da sempre estonteante – em beleza e atuação – Cate Blanchett.

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