clube de autores e kindle: aqui, escritores e leitores só tem a ganhar

As edições das revistas semanais publicadas nos últimos dias não deixam dúvidas: o sucesso dos leitores de e-books – os livros em formato virtual – está subindo às alturas. Os motivos para isso são muitos e deixam alguns de cabelo em pé, outros de olhos postos no futuro promissor que os aguarda.

Jeff Bezos, o gênio criador da Amazon.com, não tem do que reclamar. As vendas do Kindle – aparelhinho criado por ele e vendido exclusivamente em sua livraria-loja virtual [a maior do mundo] – já é um dos bestsellers e objeto de desejo de milhões de americanos. Pena que o sistema de wireless internacional que permite a compra dos títulos em cerca de um minuto e por no máximo uns 15 dólares [já incluídas taxas de download], por mais de 190 países, sé será instalado no menor modelo da série em um primeiro momento.

Eu sou uma adepta das novas tecnologias aliadas ao tradicional. Isso significa, em poucas palavras, que estou morrendo de vontade de colocar minhas mãos no aparelho revolucionário, mas que provavelmente nunca desistirei dos meus queridos volumes folheáveis. O que me vem a mente de forma automática quando penso em mim é que, em poucos anos, as crianças que já nascem na era digital vão começar a se transformar em leitores com poder de compra e os e-books serão parte integrante do seu dia a dia. Talvez essa transformação aconteça ainda mais rápido do que isso, muito antes do que todos nós imaginávamos [menos o Bezos, que vai estar multitrilhardário rindo de todos aqueles que não foram tão rápidos quanto ele...]. Os números não mentem: os novos lançamentos de autores bestseller americanos já estão sendo mais vendidos no formato digital do que no impresso. Triste para as editoras tradicionais que já começam a se mexer [pelo menos as mais antenadas e espertas] para surfar nessa nova onda antes que ela passe e eles se esborrachem na areia.

A minha novidade aqui é que estou me mexendo como posso para acompanhar essa tendência mundial – convertendo meus livros para o formato digital e disponibilizando na internet para que todas as pessoas possam comprar sem complicação. Daí você me pergunta: tem toda essa gente que compra livros no Brasil? Tudo bem, não tem. Por isso estou traduzindo os títulos para várias línguas estrangeiras [inglês, espanhol, francês, italiano, entre outras], porque quando essa história estourar todas fronteiras vão desaparecer – pelo menos no que se refere às possibilidades de compra de livros. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, vai poder entrar nos sites onde o download dos arquivos estiver disponível e ter seu livro em minutos. Melhor: pagando MUITO menos por isso! É um leitor voraz que torra boa parte do seu suado dinheirinho quando cai na tentação e entra em uma dessas maravilhosas megalivrarias?Está animado? Acho que você está certíssimo.

Pegando carona nos livros, agora os impressos, volto a falar aqui do sensacional Clube de Autores. O site de publicações que liberou os autores brasileiros das amarras das editoras está crescendo e aparecendo. Eu, escritora completamente decepcionada com o mundo editorial tradicional, sou uma das maiores fãs do trabalho de Ricardo Almeida e Indio Brasileiro Guerra Netto – os sócios que implementaram esse projeto inédito na América Latina. Para quem morre de vontade de publicar [e não tem a menor ideia de como fazer isso] eu digo: você só precisa ter os seus escritos devidamente revisados. Parece brincadeira, né? Mas é muito sério e apaixonante. Ontem, o Jornal da Globo fez uma matéria com eles que ficou super legal. Acho que vale a pena ver e acessar o site depois, porque lá tem um monte de outras coisas legais.

Matéria Jornal da Globo – Clube de Autores

Bye bye!

Feed RSS dos comentários deste post TrackBack URI

Leave a Reply