amigas, pra sempre
Espaço reservado para as incríveis palavras de minha muito mais que amiga, Gláucia Duarte. Querida, não resisti, você sabe que sempre fui uma de suas maiores fãs (ainda iremos ver suas linhas formando livros e mais livros). =]
Sabiá
Entrego o teu canto / De gorgeio puro, / No sono breve da tarde outonal. / Viro de calor, de deleite, / Esvoaçante e sem delicadeza / Já se ia, / Uma imagem amarela, / Para um novo número musical.
Vermelho
Veloz vestido vermelho / Furfurava no corredor / Como a fotografia erótica / Nunca vista em computador.
Ardente, brilhava no vazio copo de cristal / Que, rodopiando de mão em mão, / Já trêmulas, / Colecionava vertigens, / Quando tocava aqueles lábios semi-nus.
O colo indolente arfava gélido, / Arfava pálido / Contrastando ao carmin do encontro marcado.
Naquela madrugada de festa, / A curiosidade sonhava afeita / Com a libido.
Congesta a rua deserta, / A porta entreaberta, / O beijo roubado: / Quente, apimentado, vermelho.
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By glau30, 09/05/2008 @ 1:04 AM
Amando o amor de alguém
Qual o que de coragem
Infinita
Sofrendo a dor de morrer imita,
O coração que pára de bater.
Pergunta amiga, revive
A arte de chorar sorrindo,
Tantas vezes pelo olhar sussurra,
Que ama o amor de alguém.